Professores do CSC-MG em constante desenvolvimento de habilidades socioemocionais

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Você sabe o que são habilidades socioemocionais? São aptidões desenvolvidas a partir da inteligência emocional que cada indivíduo e que determinam nosso comportamento, seja com relação aos outros ou conosco mesmo. Porém, por serem subjetivas, muitas dessas ‘qualidades interiores’ não são estimuladas ou desenvolvidas de forma eficiente. Na tentativa de preencher essa lacuna, professores do Colégio Santa Catarina (MG) tiveram uma formação continuada específica sobre o tema. E a reflexão a que foram instigados já surtiu efeito prático.

É o que conta a psicóloga Fernanda Pedroso, responsável pelo trabalho de sensibilização com o corpo docente. Ela se reuniu em dois momentos com os professores do Fundamental II, onde abordou a compreensão da importância de detectar os sentimentos, as emoções e habilidades que não só a escrita, a leitura, a interpretação, os raciocínios lógicos e matemáticos. “É preciso se atentar para detectar no aluno habilidades artísticas, afetivas, emocionais e de convivência. A inteligência emocional se refere a uma série de competências relacionadas – verbais e não verbais, que possibilitam a interpretação e expressão das emoções e dos sentimentos. Como os alunos expressam suas emoções no contexto da sala de aula? E como os professores recebem essas expressões? É preciso despertar para isso”, explica a profissional.

Segundo Fernanda, cabe ao professor observar e incentivar habilidades e associá-las ao conhecimento específico. Durante os encontros que teve com os professores, ela os dividiu em três grupos e pediu que apontassem um problema enfrentado no dia a dia da escola, bem como sugestões do que podia ser melhorado. “E dali surgiram três questões: como ajudar jovens que não sabem resolver pequenos conflitos; como orientar alunos incomodados com a competição em relação a desempenho; e como direcionar aqueles que precisam de limites. E tivemos propostas concretas de como lidar com tudo isso”, afirma a psicóloga.

Um exemplo surgiu uma semana após o primeiro encontro de Fernanda com os professores. Foi durante uma aula de Educação Financeira. Um estudante, que volta e meia se distrai fazendo desenhos no caderno, foi convidado pela professora a retratar o conteúdo que estava sendo ensinado através de um desenho.  Para surpresa de todos, o jovem deu um show. Desenhou a aula, com todas as explicações da professora, e ainda acrescentou conceitos de Filosofia. Fantástico, não?

“Admiro educadores que conseguem transportar para a prática reflexões da formação. Aqui no Santa Catarina é assim: a gente reflete, aprofunda e vamos para a prática. Temos muitos outros exemplos de práticas onde o professor desenvolve talentos, habilidades sociais, autoestima, autocontrole, autoconsciência. Vamos continuar educando as emoções e os sentimentos e preparando os alunos não só para o trabalho, mas também para a vida. Nosso ponto de partida é que os professores tenham essa capacidade, essa sensibilidade para perceber o ser humano que existe por trás do aluno, com uma subjetividade, com uma história”, garante a psicóloga, que termina citando Adélia Prado: “Minha mãe achava o estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento”.

2018.06.12



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