LMR realiza encontros autobiográficos com os residentes

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O Lar Madre Regina (SP) organiza os encontros autobiográficos com o objetivo de criar um espaço de inclusão social e valorização do ser humano em processo de envelhecimento, considerando algumas perdas e dando significado às experiências pessoais, por meio da reflexão sobre a trajetória pessoal. A partir dos encontros quinzenais, desenvolvidos pela psicóloga do Lar Madre Regina, Flávia Monteiro, e pela voluntária, Rita Amaral, com um grupo de residentes, os participantes são surpreendidos com os relatos.

A partir do relato oral, foi trabalhada a recomposição da história pessoal, que desvela o percurso autobiográfico – quando, pela palavra, se reflete, organiza e narra para si mesmo e depois para o outro a própria história.

No mês de agosto, quando tradicionalmente se comemora o Dias dos Pais, o foco das oficinas foram as lembranças que os idosos teriam sobre seus pais. Seguem algumas frases colhidas:

Durval: Meu pai, Antônio, morreu com 92 anos. Ele era bravo, rígido. Era alto. Ele foi empreiteiro de usina de cana de açúcar. Passei muitos anos longe dele, na casa da minha tia, em Recife. Ele foi me buscar lá. Ele tinha 82 anos nesta época. Pai é pai! Igual eu gosto da minha filha Efigênia. Ela é tudo para mim.

Antônia: Meu pai, Antenor, era um homem bonito, muito honesto e trabalhador. Nasceu numa chácara no bairro do Tatuapé. Ele era jardineiro e muito caprichoso. Nosso jardim era o mais bonito da rua. Ele plantava e, depois que colhia, vendia as hortaliças e colocava tudo numa carrocinha. No horário do jantar, gostava que todos estivessem reunidos.

Juvenal: Meu pai era lavrador, morava na fazenda. Era autoritário com o olhar, fumava cachimbo. Ele plantava, fazia poço. Pegava cobra cascavel com a mão e matava. Se pegava filho fumando, fazia engolir o cigarro. Isto aconteceu comigo quando eu tinha 4 anos. O nome dele era Mateus. Morreu aos 70 anos porque fumava muito. Ele era moreno, cabelo ondulado e mais forte que eu. Eu gostava do pai!

Os nomes dos idosos estão protegidos por nomes fictícios.

2018.09.17



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