Jogo de Matemática que estimula raciocínio rápido

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As crianças do 4º ano do Ensino Fundamental I do Colégio Santa Catarina (MG) estão aprendendo a fazer pequenos cálculos de cabeça com o auxílio de um jogo de tabuleiro. A ideia surgiu a partir da percepção das professoras de que muitos alunos estavam com dificuldade de raciocínio rápido. Com isso, a responsável pelo planejamento de Matemática nesta primeira etapa, professora Alexandra Bonaldi, realizou uma pesquisa e encontrou esse joguinho simples, mas que tem atendido bem ao objetivo.

“Todas as turmas de quarto ano estão fazendo a dinâmica do jogo, que não é uma criação minha. Eu apenas pesquisei sobre jogos que poderiam ser inseridos na aula de Matemática e este nos pareceu perfeito para explorarmos. No dia a dia da sala de aula a gente percebe que vários alunos não conseguem fazer pequenos cálculos de cabeça de forma rápida. E como brincadeira, o jogo faz isso de maneira que eles não percebem”, explica Alexandra.

 O jogo se chama ASMD, com as iniciais das quatro operações básicas da Matemática: adição, subtração multiplicação e divisão. Nele, a crianças precisam desenvolver um raciocínio rápido envolvendo as operações a fim de se chegar a um resultado específico. Podem jogar até cinco jogadores. Cada um joga três dados. Com os números sorteados nos dados, o jogador precisa fazer duas contas (adição e multiplicação, adição e divisão, multiplicação e subtração, etc.) e, com elas, obter um (na primeira rodada). Por exemplo, nos dados caíram 6, 5 e 1. Pode-se pensar: 6-5=1 / 1 x 1= 1. Já na segunda rodada o jogador joga novamente os três dados e deve fazer duas operações cujo resultado final tem de ser 2, e assim por diante, até chegar ao número 10. À medida que for acertando, o jogador coloca sua tampinha colorida no tabuleiro, indicando que está passando de fase. Ganha quem chegar primeiro à décima casa.

 “O primeiro momento foi feito em sala de aula. Nós entregamos para eles a cartela do jogo para que eles pudessem colorir e pedimos que trouxessem de casa tampinhas de garrafa Pet, que pintamos para dividir as equipes em cores. E montamos grupos com alunos de vários níveis de aprendizagem, uns com mais facilidade, outros com certa dificuldade, de forma que um pudesse ajudar o outro”, destaca Alexandra, lembrando, ainda, que foi solicitado como dever de casa que os alunos jogassem em casa com a família. “Como hoje as crianças estão muito conectadas a jogos eletrônicos, a família acaba não ficando junto. Portanto, foi uma oportunidade de propiciar uma integração em casa e estender esse aprendizado lúdico”.

Na opinião da supervisora Rosângela Bello, o lúdico na sala de aula é uma das formas mais completas e eficientes de aprender. “Eu acredito que uma das aprendizagens mais construtivas e significativas para a criança é exatamente essa que utiliza a brincadeira e o jogo como recurso didático. Porque, além de prazeroso, o jogo desenvolve várias habilidades: afetivas, cognitivas, sociais, motoras. E trabalha muito com a atenção, a memória, o raciocínio, a compreensão, a cooperação entre os participantes. Além de tudo isso, é super aceito pelas crianças, que ficam muito felizes e empolgadas quando a professora propõe algo desse tipo”, avalia. Agora as crianças estão pedindo bis. De acordo com Rosângela, a equipe quer dar sequência à proposta e vai estudar maneiras de tentar adaptar esse jogo a outros conteúdos.

2018.04.16



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