CSC (MG) prega a importância das regras de convivência através do Projeto Com Vivendo Bem

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Não jogar lixo no chão, respeitar o professor, não difamar um colega, cumprir os horários. Estas são algumas regras que precisamos seguir dentro e fora da escola. Mas por que elas são necessárias? Para que tenhamos uma boa convivência em sociedade. Isso vale no colégio, em casa, no trabalho, no cinema, num avião e nas ruas. E quando as regras não são respeitadas, a desordem e o caos ficam evidentes. A relação com as demais pessoas fica mais complicada e o que poderia ser uma coisa tranquila acaba virando um fardo. Evitar esse tipo de situação e orientar o jovem é dever da escola. Por isso, o Colégio Santa Catarina (MG) iniciou um projeto de reflexão com alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.

O objetivo do trabalho, segundo a equipe pedagógica responsável, é fazer o adolescente entender que todo ato gera uma consequência, ressaltando a importância do conhecimento das leis (internas/institucionais e do código de ética e civil). Aprender a respeitar as diferenças (respeito aos colegas, professores e funcionários), saber lidar com os sentimentos e desenvolver novos hábitos de relacionamento (diálogo, harmonia, equilíbrio nas relações).

A primeira etapa do projeto foi um simples bate papo com alunos, em que participaram a coordenadora de série Mariana Henrichs, a orientadora educacional Beth Lagrotta e a professora de Ensino Religioso Lélia Cardoso. Elas estiveram reunidas com cada turma para conversar sobre a importância das regras de convivência no Colégio e o modo com que nos relacionamos uns com os outros. Após essa primeira conscientização, os estudantes receberam a visita da advogada Flávia Bomtempo, ex-aluna do CSC, que falou sobre atos e consequências, infração das leis do Código de Ética e Civil, discurso de ódio, injúria e calúnia fora e dentro das redes sociais.

Segundo a advogada, quando se alcança o conhecimento sobre as normas, fica muito mais fácil de cumpri-las. “Porque a gente perde esse estigma de que a norma é uma mera obrigação. E normalmente a gente tende a achar que é uma obrigação contra a gente. Achamos que é algo que nos limita, que é arbitrária e que não nos beneficia em nada. Eu já fui aluna aqui do Colégio e já reclamei de algumas normas. Hoje, no entanto, eu vejo o quanto essas regras me beneficiaram, justamente por conta da bilateralidade delas. No meu escritório de advocacia, por exemplo, eu e minhas sócias criamos regras e as cumprimos para que ninguém precise mandar em ninguém e todo mundo se respeite, porque entendemos que as normas são uma coisa boa”, explicou aos alunos.

Flávia ressaltou também a previsibilidade das normas, ou seja, conhecer a regra de antemão e conhecer as consequências dela, a forma como ela vai ser aplicada e, se eventualmente ela for descumprida, como essa conduta será sancionada. “A sanção, portanto, é um instrumento de coerção, porque se a gente não alcança o esclarecimento sobre a razão de ser de uma norma ou não concorda com ela, estamos sujeitos a algumas sanções. No trânsito, por exemplo, se você desrespeita o limite de velocidade, sabe que está sujeito a levar multa, perder ponto na carteia, provocar um acidente, colocar a vida de outras pessoas em risco e até cometer um crime”.

“Esse projeto foi pensado porque tivemos uma situação de desrespeito envolvendo uma aluna e achamos melhor fazer uma abordagem para que todos tivessem a oportunidade de refletir a respeito. Fizemos questão de relembrar as normas da escola, não de forma coerciva, mas para que eles entendessem que, de alguma forma, essas normas os beneficiam”, ressaltou Beth, feliz com o andamento do trabalho e o interesse demonstrado pelos estudantes. Um terceiro momento está previsto para concluir o projeto. Será uma dinâmica desenvolvida pela psicóloga Fernanda Pedroso sobre empatia e relações amistosas com o outro.

“A empatia mora dentro de cada um de nós e é a grande possibilidade para transformarmos o mundo. Quando a gente consegue desenvolver essa habilidade de sentir o que o outro possa estar sentindo, isso nos dá a condição para nos relacionarmos. Ela é muito importante na adolescência, considerando que é a grande fase da transformação. Então, é imprescindível adotar novos hábitos de respeito, de compaixão, de compreensão, de entendimento, de limites. É isso que vou trabalhar com as turmas e mostrar que quando não estamos conectados com esse fluxo, com essa possibilidade, existe uma falha que a gente mesmo se coloca nas experiências. A partir de uma identificação do que lhes incomoda no mundo mais próximo, eu vou dizer que a grande chave para tentar mudar o que me incomoda é construir algo diferente, desenvolvendo essa capacidade da empatia. Caso contrário, a gente só se queixa, só critica e fica insatisfeita. Se a gente não tentar se colocar no lugar do outro para tentar ver o que o outro sente, a gente não transforma realidade”, afirma a psicóloga.

2018.09.24



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