Amparo Maternal segue reduzindo taxa de parto cesárea

Postado por admin

Seguindo recomendação do Ministério da Saúde e frente as novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde – OMS para redução de intervenções médicas desnecessárias no parto, publicadas no dia 15/02/2018, o Hospital Amparo Maternal (SP) fechou o mês de janeiro com taxa de cesáreas em 23,45%. O número é reflexo do empenho da equipe multiprofissional dedicada a oferecer parto qualificado.

Em 2017, o HAM fechou o ano com taxa de 27,9% de cesáreas, dentro da margem recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 25-30%. Comparando os períodos de janeiro de 2017 e janeiro de 2018, houve uma redução de 7% no número de cesarianas realizadas no Hospital Amparo Maternal.

Para a Coordenadora de Enfermagem do HAM, Karena Castro, é importante ressaltar que a redução desse tipo de procedimento não significa prejuízo para a saúde da mãe e bebê. Segundo ela, “a cesárea é a primeira opção ao menor sinal de risco para a parturiente ou para o bebê”. Karena também ressaltou que a queda nas taxas é um reflexo do trabalho contínuo das equipes para promover um parto de qualidade, respeitando as possibilidades da parturiente e no tempo certo. “Com isso busca-se reduzir riscos desnecessários e melhorar a segurança da paciente e a experiência do cuidado para mães e bebês”, explicou.

 Riscos – Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam riscos maiores de dificuldades respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência. Quando não tem indicação clínica, a cesariana aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.

No Brasil, um levantamento feito em 2015 mostrou que no SUS, a média de cesarianas era de 40%, já na rede de saúde suplementar os números dobravam: 84,6%. Para reduzir esses índices, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), a ANS – com o apoio do Ministério da Saúde – vem desenvolvendo o projeto Parto Adequado, que tem o objetivo de identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizam o parto normal e reduzem o percentual de cesarianas sem indicação clínica na saúde suplementar. O Amparo serve de modelo para o projeto e é referência para os cerca de 20 hospitais que já aderiram ao projeto.

2018.02.19



Sem Comentários

1.111 Visualizações

Deixe um comentário :