2ª Guerra Mundial é tema de encontro interdisciplinar no CSC (MG)

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No dia 26 de setembro, o Núcleo Cultural Madre Regina Protmann, do Colégio Santa Catarina (MG), realizou com os alunos do Ensino Médio, uma Noite Cultural sobre 2ª Grande Guerra Mundial. Realizado no Salão de Esportes, o evento foi sucesso de público, com presença expressiva de alunos, além da supervisora do Ensino Médio, Mariangela Lacerda e dos professores Leandro Almeida, Scheila Mara e Marcus Vinícius de Souza.

A iniciativa buscou despertar uma análise ampla da Segunda Guerra Mundial, sobre o prisma interdisciplinar, tendo a participação de professores de diferentes áreas do conhecimento. “Ter uma abordagem mais ampla do processo histórico pode nos levar ao encontro dos objetivos traçados pela direção do colégio, favorecendo nossos princípios institucionais e, ao mesmo tempo, aperfeiçoando as nossas práticas pedagógicas rumo ao PISM e ao ENEM” afirmou o professor Leandro, organizador do evento, destacando, ainda, a participação dos estudantes. “Fiquei muito satisfeito com o grande público que tivemos, isso mostra o interesse deles”, acrescentou.

Antes de começar a troca de ideias com perguntas dos alunos, cada professor convidado falou, dentro de sua área de formação, por cerca de 15 minutos. A primeira foi Scheila, destacando os impactos do conflito mundial na Língua Portuguesa. Segundo a docente, a linguagem, no pós-guerra, marca a presença do homem num regime totalitarista, num regime que retira a subjetividade, retira o direito de ir e vir do indivíduo, que passa a não mais ter um nome, mas a ser identificado com um número. “A linguagem surge com uma ferramenta, como um instrumento de resistência. No pós-guerra, temos uma escrita muito fragmentada, marcada pela síntese, porque o que acontece, terminada a barbárie, o Holocausto, historicamente falando, é um silêncio muito grande entre os intelectuais, entre os literatos e os escritores, de maneira geral. Como narrar o inenarrável, sem que a ação pareça surreal? Qual a ética, o critério que eu, como escritor, vou empregar para que a minha fala chegue íntegra, honesta, e todos possam enxergar e entender o que aconteceu de fato nos campos de concentração e de extermínio? ”, questionou Scheila, instigando os estudantes à reflexão.

Dando sequência, o tema foi abordado sob o ponto de vista químico-físico. O professor Marcão, de Física, falou sobre as bombas atômicas e deu aos alunos noções básicas sobre radioatividade. E citou três personagens importantes no assunto: Pierre Curie, Marie Skodowska Curie e Henri Becquerel. O professor também falou sobre elementos químicos com atividade radioativa, reações nucleares, partículas alfa e beta, raios gama e poder de ionização, entre outros termos técnicos. “Elementos químicos radioativos são aqueles em cujos núcleos você percebe uma disparidade grande entre a quantidade de nêutrons e de prótons, o que gera uma instabilidade muito grande”, ressaltou para chegar, enfim, à fissão nuclear, base para o funcionamento de uma bomba atômica.

Terminada a explanação dos professores convidados, foi destinado um tempo para que os alunos presentes pudessem fazer perguntas e esclarecer dúvidas. Foi uma noite oportuna para um diálogo mais aberto, profundo e interdisciplinar fora da sala de aula, em que todos ficam mais à vontade para discutir e aprender. Por fim, todos foram presenteados com uma apresentação lírica de tirar o fôlego, promovida pela coordenadora da Escola de Música do CSC, maestrina Patrícia Guimarães, acompanhada da pianista Bethânia Guedes e do tenor Thales Tácito.

2018.10.08



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