Vacinação: a melhor prevenção para epidemias e doenças evitáveis

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Com saúde não se brinca. Uma das maneiras mais eficazes de nos mantermos seguros em relação a uma variedade de doenças é tomando todas as doses necessárias das vacinas que são disponibilizadas ao longo da vida. Além de preservar a saúde, a vacinação em dia também preserva a saúde de nossos familiares e pessoas de nosso convívio, evitando, assim, epidemias e circulação de enfermidades.

Apesar dos inúmeros estudos e pesquisas que compravam a eficácia da vacinação, uma parcela da população passou a enxergar a imunização como uma ameaça à saúde, principalmente das crianças. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, em 2017, o Brasil registrou os mais baixos índices de vacinação em 16 anos. A partir de dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Unicef alerta que desde 2015, o percentual da população imunizada com a tríplice viral (para prevenir o sarampo, a caxumba e rubéola) vem caindo no Brasil.

Como resultado, doenças consideradas evitáveis começaram a ressurgir com força, como é o caso do sarampo. O fenômeno é mundial. A Organização Mundial da Saúde constatou que houve um aumento de 50% na incidência de casos de sarampo em todas as regiões do mundo nos últimos anos. O Brasil faz parte do ranking dos 10 países que mais contribuíram para o surto de sarampo, com 10.262 casos registrados somente em 2018.

Para a OMS, a “complacência” e a maior disseminação de “fake news” pela internet estão entre as principais causas do problema. A infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Catarina (SP), Glaucia Fernanda Varkulja, também concorda que a disseminação de notícias falsas contribui para que os mitos contra a vacina ganhem força entre a população. “Numa fase em que o acesso à informação sem evidência de fonte confiável acontece de forma superficial e rápida, existe um cenário propício para divulgação de não apenas um, mas de diversos mitos em relação à vacina”, explica.

Segundo a médica, existem muitas inverdades sobre a aplicação das doses. “Algumas pessoas dizem que as vacinas poderiam causar autismo, de que há mercúrio e isso ser perigoso, falam também sobre a não necessidade de se vacinar, ‘já que não se vê mais determinada doença, por que se vacinar contra essa doença que nem existe mais?’; de que é melhor adquirir a doença de forma natural que por vacina, entre outras”, ela relata.

Glaucia relaciona ao problema três agravantes: os movimentos anti-vacinas, a dificuldade de acesso aos programas de vacinação (populações ribeirinhas, fragilidades sociais) e situações de conflito.

“A desinformação traz riscos de morte, de sequelas, tanto para quem não se vacina, quanto para a população de forma geral”, esclarece a médica. Por isso, é muito importante que as pessoas se conscientizem sobre os benefícios desse hábito. Ao se vacinar, ocorre a proteção do indivíduo e, também, uma proteção coletiva, chamada de imunização de rebanho. Serve para todos!

Fique alerta:

– O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações. A maior parte das vacinas está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

– Mantenha sua carteira vacinal em dia. Além de crianças, há recomendações específicas voltadas para prematuros, adolescentes, gestantes, adultos, idosos, e até alguns profissionais que, por conta da área de atuação, podem estar mais expostos que outros; também para pacientes imunocomprometidos (cada qual com sua especificidade).

– Vacina dada nunca é perdida! Se estiver com a imunização atrasada, é só retomar de onde parou.

– Proteger a si e a quem se ama também é um ato de amor.

– Na dúvida, procure sempre orientação de um profissional da área.

Dra. Glaucia Fernanda Varkulja

2019.03.19



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