Setembro Amarelo: mês de lembrar a importância da saúde mental

Postado por admin

Tradicionalmente, o mês de setembro é dedicado à prevenção do suicídio e serve, principalmente, para entendermos a complexidade e a importância da nossa saúde mental. O debate é válido e inclui falar cada vez mais sobre a prevenção das doenças mentais, sobre autocuidado e sobre bons hábitos para manter o equilíbrio em nosso dia a dia.    

Neste momento de pandemia que estamos vivenciando, em que tudo é novo e particularmente difícil, é esperado nos sentirmos estressados, com medo, ansiosos, solitários ou tristes. Entretanto, é importante se atentar a essa avalanche de sentimentos negativos, que podem servir de gatilho para uma depressão ou para algum outro transtorno mental que costuma contribuir para comportamento suicida.

Segundo Juliana Esmeraldino Gelosa, psicóloga do Hospital Nossa Senhora da Conceição (SC), precisamos entender o quanto viver está acompanhado de desafios e, também, de vitórias. “Precisamos ter em mente a busca por soluções de problemas, de apoio e de tratamento. Falar com assertividade sobre aquilo que incomoda e faz mal descomprime os sentimentos ruins, trazendo mais vida e resiliência aos nossos dias”, comenta.

Para entender sua situação atual, é bom se perguntar frequentemente: “Como anda a minha saúde mental? Como eu tenho cuidado deste aspecto na minha vida? O que tenho feito por mim? Como me sinto em meu dia a dia? Que hábitos positivos tenho construído e cultivado para a minha saúde?”. Às vezes, identificar que se necessita de ajuda médica e psicológica pode partir de nós mesmos, nos fazendo simples perguntas como essas.

As doenças mentais, além de todo o transtorno que causa em nosso psicológico, podem trazer sintomas físicos. Tensão muscular, dor de cabeça, dores no peito, letargia, sonolência são uns dos indícios. Porém, ela não é identificada com exames clínicos, o que pode fazer com que levemos nossas vidas achando que está tudo bem, enquanto não está.

“Corremos o risco de nos perder na vida, nos sentimentos, na forma de pensar e agir. Sem tratamento, podemos desejar não mais viver. Aí que está o perigo. A vida pede uma pausa, pede para entrarmos em conexão conosco, buscarmos apoio, falar sobre o que sentimos e sermos acolhidos”, complementa a psicóloga.

Juliana deixa algumas dicas: “Fique atento a você, conecte-se consigo mesmo, busque autocuidado, cultive bons hábitos de saúde, como exercícios físicos, boa alimentação e flexibilidade. Desenvolva habilidades de adaptação e resiliência, busque soluções, evite reclamar, pratique a gratidão. Nunca estaremos ilesos de problemas e dificuldades na vida, mas o caminho que escolhemos para resolvê-los pode fazer toda diferença”, finaliza.

Lembre-se de buscar ajuda de um psiquiatra e/ou um psicólogo quando sentir alguns dos sintomas citados. Todos nós estamos sujeitos a enfrentar alguma dificuldade que possa afetar a nossa saúde mental e isso não indica fraqueza ou fracasso, indica, simplesmente, que precisamos de ajuda para que possamos aproveitar a vida da melhor maneira possível.

A ACSC conta com um serviço de Telepsicologia (psicologia remota), disponível para todos os colaboradores. Para agendar a avaliação com o Serviço de Psicologia, envie um e-mail para veronica.santos@acsc.org.br.

2020.09.15



Sem Comentários

327 Visualizações

Deixe um comentário :