Reflexão sobre o Evangelho: Festa de Cristo Rei

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Todas as terças-feiras, traremos no Blog da Associação Congregação de Santa Catarina uma reflexão a respeito do evangelho do domingo anterior.

No último domingo, dia 20 de novembro, foi abordado o Evangelho Mateus 25,31-46.

A festa de “Cristo Rei”, que encerra o Ano Litúrgico, pode ser ocasião propícia para “transgredir” nossa concepção de “rei” e “reinado”, e evitar um triunfalismo religioso, pura imitação dos reis deste mundo que vivem às custas de seus súditos.

Jesus, rei atípico. Ele reina identificando-se com os últimos.  Seu senhorio é de amor incondicional, de compromisso com os mais pobres e sofredores, de liberdade e justiça, de solidariedade e de misericórdia.

Com sua palavra e sua vida Ele afirma que “não veio para ser servido, mas para servir”. Por isso, assume uma posição crítica frente a todo poder desumanizador.

Jesus sempre viveu voltado para aqueles que sofrem e precisam de ajuda. Sua missão era essa: “aliviar o sofrimento humano”. Por isso se identificou com todos os pobres e excluídos da história. Quem se aproxima para ajudar a um necessitado se aproxima d´Ele; quem se afasta daqueles que sofrem, afasta-se d´Ele.

O Evangelho indicado para esta festa afirma que quem deseja entrar no Reino, não deve comportar-se como um “vassalo” de um rei, mas como um servidor dos mais fracos e excluídos. Todo ser humano que se “humaniza, humanizando os outros”, faz presente o Reino. No Juízo, a única coisa que se leva em conta na hora de valorizar o ser humano é sua humanidade; nas exigências do “Juiz” não aparece nenhuma conotação “religiosa”, no sentido de práticas religiosas. A pertença ou não ao Reino, não depende de uma atitude religiosa, mas de uma atitude vital de compaixão para com os mais fracos.

Para meditar: Como tenho cultivado em minha vida a atitude de compaixão?

Evangelho Mateus 25,31-46

Quando o Filho do homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ Então o rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o rei dirá aos estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos” Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ Então o rei lhes responderá: ‘em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.

2011.11.22



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