Quem está no centro?

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Estamos todos envolvidos na implementação do Projeto Transformação. Os grupos de trabalho formados para dedicar atenção a cada detalhe do planejamento até a execução atuam perseguindo, cada um, objetivos claros e definidos. Uma pergunta é necessária e dirigida a todos: Para quem trabalhamos? Quem está no centro dos nossos propósitos? Quem deve inspirar e beneficiar-se das nossas ações? A resposta já foi igualmente dada e deve ser difundida continuamente através das nossas ações.

Quem está no centro é o paciente, a criança, o aluno e o idoso. Estes são o foco da atuação da Associação Congregação Santa Catarina. O sentido de trabalhar arduamente para a melhoria dos nossos processos, evitando desperdícios, retrabalhos, não pode ser a mera entrega de tarefas determinadas pelos nossos superiores. O sentido que faz o nosso trabalho ser gratificante, significativo, é reverter as nossas ações em benefício daqueles que colocamos no centro e que são o foco da nossa missão.

Qual o sentido de atender o paciente após fazê-lo esperar horas? Acreditamos que todos entendem a priorização por gravidade, traduzida por circunstâncias que põem a vida em risco. Fora isso, como medir a dor de cada um em relação ao próximo da fila? E o cuidado com a criança e o aluno, sua segurança, o retorno tranquilo para a família e a entrega de cidadãos para a sociedade? Qual a qualidade do cidadão que inseriremos na sociedade, após longos 16 ou 17 anos de convivência e cuidados? E o que dizer da nossa assistência àqueles que estão ou se aproximam do ocaso da vida, quando a solidão abre espaços interiores para a reflexão e o balanço das suas vidas os aproxima ainda mais da espiritualidade, enquanto sentem falta do afago, do abraço, do sorriso, do diálogo e do ouvido amigo, das trocas de diversas dimensões que alimentam saudavelmente a alma?

Por tudo isso, os Grupos de Transformação devem se perguntar continuamente quem está no centro e é o beneficiário das discussões. A favor de quem os processos precisam ser melhorados. Qual a medida do respeito, a dimensão da missão, o toque espiritual da nossa mínima ação diária, a força do elo que estamos firmando entre os membros dos grupos e os demais a quem servimos?

Somos tentados por todos os meios, e a todo instante, a demonstrar a grandiosidade da nossa tarefa, enaltecendo e destacando o impacto que produzimos. No entanto, a grandiosidade está na sucessão dos pequenos gestos, diários, contínuos, imperceptíveis, pois traduzem na prática diária o ensinamento de atuar “sem deixar a mão esquerda saber o que faz a direita” (Mateus 6,3).

Assim, conclamamos a todos os colaboradores, aos nossos consultores e seus auxiliares, e especialmente os membros dos Grupos de Transformação a colocar no centro dos diagramas, organogramas, fluxogramas, planos de ação e, muito mais importante, no centro do nosso olhar, dos nossos abraços, das mãos habilidosas que cuidam, que suturam, que banham, que vestem, que ensinam, que alimentam, que higienizam, que protegem, que aquecem, que dirigem, aqueles que são o sentido da nossa missão e do legado da Madre Regina Protmann: a criança, o jovem, o aluno, o paciente, o idoso.

Autor: João Alberto Santos, Superintendente da ACSC

Saiba mais sobre as novidades do Projeto Transformação no blog:
http://transformacao.acsc.org.br/

2016.06.07



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