Professora de Literatura Infantil defende tese sobre a Biblioteca do CSC-MG

Postado por admin

 

Quem nunca se deixou fascinar por uma história literária e viajar por lugares distantes, conhecer personagens inusitados? Imagine trabalhar em uma Biblioteca Infantil há 13 anos, com uma média de 650 alunos por ano? Haja história para contar, não? E foi a partir dessa experiência que a professora de Literatura Infantil do Colégio Santa Catarina de Juiz de Fora (MG), Marcela Surerus, decidiu escrever sua dissertação na especialização em Alfabetização e Letramento. Ela acabou de defender o trabalho, intitulado “Biblioteca Infantil: espaço de leitura, ludicidade e encantamento”.

Para a dissertação, entrevistou dez professoras e dez alunos do CSC, relatos que foram fundamentais para embasar a conclusão de Marcela. “As professoras falaram sobre a importância de todos os trabalhos realizados aqui na Biblioteca Infantil, como o Show de Talentos e a Maleta da Leitura. Também chamou a atenção os testemunhos do comportamento de algumas crianças, tão tímidas em sala de aula, mas que se revelam na biblioteca”, disse Marcela, que complementou: ”Desde quando entrei na pós-graduação, eu queria falar sobre a biblioteca, porque, como eu trabalhei muitos anos com alfabetização, sempre achei a maneira de trabalhar a leitura muito repetitiva e chata. Então, sempre procurava inovar. E quando vim para cá, pude sair daquela rigidez. Aqui, a gente pode fazer barulho, brincar, cantar, rir, contar história e tem também o horário de leitura, que requer silêncio”.

A partir dessa experiência, a professora se sentiu segura para desenvolver o trabalho de especialização. Nele, aborda a importância do lúdico na vida infantil. “A criança é um ser social, que aprende a viver em sociedade com a experiência do outro. Na monografia, também falo das atividades que podem ser feitas na biblioteca, dando ênfase à contação de histórias e a importância do fantoche, um objeto de fascínio, algo mágico para o universo infantil. Quando a criança dá vida e voz ao fantoche, ela também trabalha suas questões internas, coloca para fora sentimentos e explora inseguranças”, finalizou Marcela.

2017.04.03



Sem Comentários

402 Visualizações

Deixe um comentário :