Pescoço tecnológico: conheça a síndrome causada pelo uso excessivo do celular

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O uso desenfreado dos smartphones já está na rotina de todos nós, seja para checar e-mail, verificar as notificações em redes sociais ou conversar com amigos e colegas. Segundo o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), o tempo médio de uso de smartphones mais do que dobrou nos últimos quatro anos, e a média de acessos dos brasileiros é a mais alta do mundo: 4 horas e 48 minutos por dia. Por esse motivo, detectou-se que essa prática exagerada é prejudicial para a saúde em alguns aspectos.

O pescoço tecnológico, por exemplo, é uma das desvantagens. Segundo a coordenadora de Fisioterapia dos hospitais Santa Teresa (RJ) e São José (RJ), Cintia Pavão, a síndrome é caracterizada por causar dores e alterações nos músculos esqueléticos que afetam o pescoço, os braços e até as mãos, devido ao uso prolongado de smartphones em postura inadequada. “O alongamento excessivo dos extensores cervicais, músculos responsáveis por manter a elevação do pescoço, faz com que uma grande quantidade de peso seja depositada sobre toda a coluna, e essa tensão contínua vai alterando a curvatura natural do pescoço, ficando mais vulnerável ao desgaste precoce e a degeneração das vertebras cervicais”, explica.

Todo esse esforço que a coluna faz acaba desencadeando alguns sintomas. “Contraturas, dor muscular intensa e formigamentos, nos casos mais graves. Nessas situações, existe a necessidade de exames de imagens para identificar as alterações como herniações, estenoses, cifose e degeneração das vertebras cervicais”, detalha a profissional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os problemas e dores na coluna associados ao uso excessivo de dispositivos móveis já estão se agravando globalmente. Depois do diagnóstico, o tratamento pode ser iniciado por meio da Fisioterapia. Corrigir a postura com exercícios que estimulam o alongamento e o relaxamento da musculatura são essenciais. “Dentro da Fisioterapia, existe o Pilates, o RGP e a Fisioterapia convencional. Todas essas atividades estimulam o alongamento e essa consciência corporal”, esclarece Cintia.

Confira dicas da fisioterapeuta para não ter problemas com a síndrome:

– Use mais o áudio dos smartphones, dando preferência aos fones e deixando as mãos livres;

– Mude de posição a cada 15 minutos para reduzir a fadiga nos músculos do pescoço;

– Posicione o aparelho na altura dos olhos e aumente o tamanho das letras, evitando a necessidade de projetar a cabeça para frente e para baixo. O ideal é que o maxilar forme um ângulo de 90° com o pescoço;

– Alongar-se de duas a três vezes por dia, fazendo movimentos com o pescoço;

– Pratique atividade física regularmente para o fortalecimento de toda musculatura da coluna.

Síndrome pode causar contraturas e dores no pescoço

2020.04.07



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