Outubro Rosa: autoexame e visita periódica ao médico são fundamentais

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Durante o mês de outubro, a saúde da mulher e os cuidados com o câncer de mama ficam em evidência, por meio do movimento mundial Outubro Rosa. Segundo levantamento feito pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), o câncer de mama é um dos três tipos de maior incidência no mundo, junto com o de pulmão e o colorretal, e é o que mais acomete as mulheres em 154 países dos 185 analisados.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama também é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres (excluídos os tumores de pele não melanoma). Em 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres.

Dra. Ana Claudia Rodrigues, médica radiologista do Centro de Mama da Casa de Saúde São José (RJ) é incansável na luta contra a doença e, inclusive, já diagnosticou uma colaboradora da Casa, onde o desfecho foi bem-sucedido. Segundo ela, o câncer de mama tem um impacto maior pois compromete a autoestima da mulher. “Gera uma ansiedade para preservar a mama, pois há possibilidade de cirurgia para a retirada do tumor, e em alguns casos, de toda a mama, prejudicando a autoimagem”, explica.

O autoexame, onde a mulher procura nódulos no peito por meio do toque, ainda é uma das formas mais tradicionais de descobrir que algo está errado. Porém, a visita periódica ao médico é fundamental para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença. Quando a paciente se mantém assintomática, o rastreamento, feito por meio de um exame de imagem, a mamografia, é um procedimento muito eficaz. “É por isso que as pacientes são convidadas a fazer exames anualmente, mesmo sem sentir nada”, relata Ana Claudia.

Traçando um perfil. Quem deve fazer o rastreamento?

Segundo a médica, para conseguir diagnosticar o câncer em estágio inicial, a Sociedade Brasileira de Mastologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e a Federação de Ginecologia e Obstetrícia recomendam que o rastreamento seja feito a partir dos 40 anos, anualmente, com mamografia, em pacientes de risco habitual.

“Em pacientes de alto risco, ou seja, aquelas que fazem parte de família que tem mutação genética; que foram irradiadas no tórax na infância; que já tiveram câncer de mama ou lesão de risco detectada em biópsia mamária ou que tem mamas muito densas, além do rastreamento normal com mamografia, é necessário fazer um exame adicional por meio de ressonância magnética”, conclui.

Como evitar o câncer de mama?

Os exames de rastreamento são fundamentais para o diagnóstico precoce da doença. Mas e para evitá-la? O que podemos fazer? Ana Claudia dá as dicas fundamentais:

– Ter uma alimentação saudável

– Praticar atividade física regularmente

– Meditação e controle do estresse

– Não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas O INCA confirma que é possível reduzir em 28% o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama a partir da adoção desses hábitos. Por isso, fique segura. A prevenção é um hábito e deve ser incluída na sua rotina.

Dra Ana Cláudia

2019.10.15



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