Orientação vocacional no CSC-JF

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Alunos do 2º e  3º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Catarina (CSC – JF) assistiram, no dia 11 de abril, a uma palestra sobre as diversas oportunidades de graduação na área de Engenharia. A palestrante foi Carolina Dionísio Leão, do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), que viaja o Brasil com o projeto Promove Engenharia. O objetivo é divulgar e esclarecer para os alunos os variados cursos disponíveis, hoje, na área em questão.

“A gente percebe que muitos alunos não fazem a opção pela carreira de engenheiro por não conhecer as oportunidades oferecidas. Tem muito curso novo criado no Brasil, várias áreas novas que a Engenharia está atendendo, e a maior parte dos alunos não têm acesso a essas informações. Então, para poder ajudar os estudantes nessa escolha vocacional a gente tentou fazer o caminho inverso. Em vez de esperar eles buscarem informações no Instituto, a gente vai até eles levando esse conhecimento para ajudar na escolha deles. O nosso objetivo não é focado apenas em levar alunos para o Inatel, mas despertar alunos para a área da Engenharia, independente da faculdade”, explica Carolina.

A engenheira exibiu dois vídeos para os estudantes: um institucional do Inatel e uma reportagem, exibida recentemente no Jornal Hoje, da Globo, sobre o mercado de trabalho na área da Engenharia. De acordo com o que foi mostrado na matéria, o Brasil tem um déficit de engenheiros. Até 2015, serão necessários 300 mil profissionais da área, mas o país forma anualmente apenas 38 mil. Para dar conta da demanda, seria preciso formar pelo menos 60 mil novos engenheiros por ano. “Para a próxima década, a gente tem uma perspectiva apontada para a Engenharia bastante positiva. A oferta de postos de trabalho que estão sendo oferecidos é maior que a quantidade de engenheiros que estão se formando. Por isso, hoje, esses profissionais não têm encontrado dificuldade de se colocar no mercado, porque a demanda da indústria está muito alta. Além disso, por conta dessa carência de profissionais, o as empresas estão elevando os salários. Então, essa é uma perspectiva muito positiva para quem pensa em ir para essa área”, destaca Carolina.

O estudante Álvaro Grossi Albuquerque Moreira já tinha o interesse pela área e, ao saber que o mercado de trabalho está positivo para engenheiros, conseguiu definir sua futura profissão. Só falta escolher por qual modalidade optar. “Fiquei em dúvida entre Engenharia Química, Nuclear ou de Petróleo. Muita gente não tem ideia de quantos cursos de Engenharia existem e acaba ficando restrita só nas mais conhecidas como Metalúrgica, Civil, Elétrico, de Produção. E a palestra nos mostrou uma gama de possibilidades muito maior, além de nos esclarecer várias delas, mostrando o mercado de trabalho, onde atuar e a questão dos bons salários, que também não deixa de ser um atrativo”, conta.

Já a estudante Raíssa Guimarães estava decidida a seguir pela área de Saúde, mas, durante a palestra, descobriu uma modalidade da Engenharia que lhe despertou certo interesse: a Engenharia Biomédica. “Achei muito legal, porque eu quero trabalhar com pesquisa e descobri que é possível fazer isso nessa modalidade, o que me deixou em dúvida” confessa. Segundo Raíssa, muitos colegas de turma, que não pensavam em fazer Engenharia, começaram a cogitar a possibilidade, porque a palestra foi muito explicativa e detalhada. “Foi bom que a gente conhece mais cursos, principalmente nesse momento de definição em que a gente vive de ter que escolher algo que pode definir todo o nosso futuro”, complementa a aluna do 3º ano.

Para a supervisora do Ensino Médio, Mariangela de Lacerda Guedes, o Colégio abraça iniciativas como estas, porque é papel da instituição ajudar os alunos nesse trabalho de orientação vocacional. “Acho importante esse tipo de atividade porque para você escolher, você precisa conhecer. Então, quanto mais informação o aluno tiver em todas as áreas, sobre todos os cursos, acho que vai ser um facilitador para eles. Nós temos o trabalho de orientação vocacional na parte da tarde e a supervisão está sempre aberta a esclarecimentos. Eu converso muito com os alunos do terceiro ano, nós temos livros e informações extras, e trazemos, sempre que possível, profissionais de diversas áreas para fazer esse contato com os estudantes”, afirma.

2014.05.28



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