Obra Social Santa Catarina comemora oito anos com desfile dos alunos

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Na última semana, a Obra Social Santa Catarina (MG) viveu dias de festa. Como já é tradição, para comemorar o aniversário de fundação da Casa – que este ano completou 8 anos de existência – foram realizados vários eventos. Na ocasião, foi realizada a celebração de missa, presidida pelo Pe. Zuka, da Igreja Nossa Senhora de Fátima, bem como show de prêmios e apresentações com um pouquinho de todas as oficinas e cursos oferecidos na Obra. Tudo carregado de muito carinho e gratidão.

Dentro da programação, teve também o tão esperado desfile de moda, momento aguardado durante todo o ano pelas costureiras formadas no curso de Corte e Costura. Esse, sem sombra de dúvidas, foi um capítulo de emoção à parte.O salão, lotado, era formado por parentes e amigos das modelos que esbanjaram charme na passarela. Também estavam presentes o Diretor da OS-SC, Flávio Sousa, e a Irmã Leonor Angeli, representando as demais Irmãs de Santa Catarina. Durante o desfile, a coordenadora geral da Obra e mestre da cerimônia, Carla Silva, descrevia o look e contava alguma curiosidade sobre a confecção da peça, seja do tecido usado, do tempo de produção ou em que foi inspirado. Assim que pisavam na passarela, nossas modelos eram ovacionadas. “Esse desfile é muito mais do que uma mostra do que elas aprenderam e são capazes de fazer. É um desfile de autoestima, de orgulho, de amor próprio”, destaca Carla, lembrando que muitas das mulheres que ali se mostraram felizes, morriam de vergonha de si próprias, estavam depressivas até entrarem para a Obra e começarem a perceber o valor que têm.

Todos os trajes e acessórios exibidos foram confeccionados pelas próprias alunas, para uso próprio ou de alguém próximo. As costureiras-modelos mostraram que estavam antenadas com o mundo fashion: looks com cortes ousados, tecidos fluidos, muitos babados, aplicação em renda e até modelos tirados da TV, o que prova o bom preparo e criatividade das costureiras. Antes de encerrar o desfile, as alunas-modelos fizeram uma homenagem para a professora do curso, Míriam Costa, a quem todas, carinhosamente, chamam de amiga e mãe. “A Míriam é muito mais que uma professora. Ela é nossa conselheira, nossa amiga, irmã, mãe, psicóloga. Alguém que nos ensina muito mais que um ofício. Ela nos ensina a enxergar a vida de uma nova forma, muito mais leve e colorida. Quando chegamos aqui, na Obra, deixamos lá fora nossos problemas, nossos medos e angústias. Aqui encontramos paz, amizade, respeito”, dizia o texto que foi lido em nome de todas. Míriam agradeceu emocionada, mas fez questão de destacar que se não fosse o empenho e dedicação de cada uma daquelas mulheres, nada seria possível.

Não por acaso, a última a pisar na passarela foi Marta Munck, usando um macacão verde água com pregas frontais, inspirado em look da apresentadora do tempo no Jornal Nacional, Maju Coutinho. Como nas duas vezes anteriores que desfilou, Marta também usava um lenço trançado na cabeça. Mas nesta última entrada triunfante, ela tirou o turbante e decidiu desfilar mostrando também sua carequinha, o que empolgou ainda mais a plateia.

Depois, Marta pegou o microfone e explicou-se: “Em janeiro deste ano, ao tomar banho, percebi um caroço no seio. Fiz os exames e foram detectados três nódulos malignos. Passei pela cirurgia para retirada de parte da mama e enfrentei o tratamento. Não foi fácil, mas eu sempre estive de pé porque nunca soltei a mão do Senhor e porque aqui eu tinha minha família e meus amigos para me sustentar”, contou entre lágrimas e gritos de “guerreira” da plateia. O depoimento de Marta emocionou a todos, que ficaram ainda mais tocados com a homenagem que as demais ‘modelos-costureiras’ fizeram em seguida. Todas, inclusive as crianças que participaram do desfile, entraram no salão com lenços amarrados na cabeça, mostrando que estão todas juntas nessa luta.

Tudo isso mostra a importância da Obra Social Santa Catarina, não só para os moradores do Jardim Casablanca e arredores, como para Juiz de Fora. Lá, podemos encontrar inúmeros depoimentos de mulheres que não saíam de casa, viviam em depressão, que não tinham fonte de renda. Histórias de quem deu a volta por cima, aproveitando as oportunidades oferecidas pela Obra e que hoje tem a autoestima elevada e muitos motivos para sorrir. “Essa casa não é minha, não é da Carla, não é de vocês. Essa casa é de Deus, e como toda obra Dele, cabe a nós cuidar com carinho. Temos duas formas de cuidar: uma é realmente zelar pela conservação do local, das estruturas, e outra é divulgar com entusiasmo para atrair mais gente para cá”, afirmou o Diretor Flávio.

Fotos do desfile:

2018.12.21



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