O que importa para você? Veja o que nossos pacientes responderam

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O que importa de verdade para os pacientes e residentes atendidos na ACSC? Com o propósito de estimular conversas mais significativas entre profissionais de saúde e pacientes, e aprimorar o cuidado de saúde e a assistência social, com base no que realmente importa para o paciente, todas as Casas de Saúde da ACSC, bem como o Lar Madre Regina e Residencial Santa Catarina, participaram, no dia 6 de junho, da campanha internacional “What Matters to You?”, ação realizada pela organização Healthcare Improvement Scotland. A ACSC foi a única instituição de saúde da América Latina a participar desta iniciativa, batizada em nossa Instituição com o tema “O que importa para você? – Por um cuidado centrado na pessoa”.

No dia 6 de junho, todos os profissionais participantes foram incentivados a olhar para o paciente/residente em sua integralidade, de maneira humanizada, e perguntar, ouvir e fazer, dentro do possível, o que realmente importava para melhorar o atendimento prestado. Os colaboradores também tinham a missão de registrar as ações e compartilhar os resultados com a Diretoria Corporativa de Saúde, Medicina e Segurança do Paciente. A campanha foi um sucesso! Foram enviados mais de 200 relatos com histórias que envolviam desde um simples pedido de “bom dia” e até mesmo a realização de um casamento, que acabou acontecendo, de fato, dentro de um dos hospitais da ACSC.

“Ficamos impressionados com a dimensão que a campanha tomou nas Casas e com o impacto que teve nos profissionais envolvidos. As ações ajudaram a resgatar o amor deles pela profissão e mostraram que o paciente é um parceiro no cuidado”, conta gerente corporativa médica, Dra. Camila Lajolo. Para ela, é importante que os profissionais incorporem o hábito de perguntar o que importa ao paciente, de forma a construir uma relação de confiança e cuidado. “Fazemos essa pergunta tão pouco que o paciente se surpreende. As histórias dos pacientes noz fizeram atentar que pequenos detalhes contribuem significativamente para a estada deles, melhorando as chances de recuperação e reduzindo o sofrimento”, afirma.

A participação da ACSC acabou ganhando repercussão internacional também. O cartaz da campanha criada pela ACSC integrou a palestra de abertura do congresso anual do Sistema de Saúde Escocês, fui tuitado pela organização como exemplo de boas práticas e ainda virou estampa de uma camiseta, encomendada por Shaun Maher (conselheiro estratégico para melhoria e cuidado centrado no paciente do Sistema de Saúde da Escócia). Maher e Jason Leitch (diretor clínico nacional do Sistema de Saúde da Escócia) também participaram da videoconferência de lançamento do projeto realizada com os colaboradores integrantes do Programa Salus Vitae.

Para os pacientes e idosos residentes atendidos na ACSC, o que mais importa, em ordem de importância, são:

A companhia da família e amigos, carinho, solidariedade e fé

  • Um “bom dia” – empatia e interação interpessoal por parte dos profissionais de saúde
  • Presença de animal de estimação durante o período de internação
  • Refeição especial/diferenciada
  • Cuidados pessoais (banho, cabelo, maquiagem etc.)

Conheça algumas das histórias mais marcantes (seja por serem inusitadas, comoventes ou pela simplicidade) de pacientes que foram enviadas pelas Casas participantes:

O que importa para você?

Bom dia
Depoimento da paciente Nelsa Stange no Hospital Madre Regina Protmann

“Fé em Deus, família, saúde, paz, amor, prosperidade. Que Deus me dê muita e que eu saia daqui boa e sem dor. Quando me dão bom dia, eu fico feliz.”

 Casamento no Hospital São José

Maria Angélica estava internada no Hospital São José há 84 dias tratando de uma insuficiência respiratória severa, teve que passar por uma traqueostomia e tornou-se dependente de oxigênio. Quando foi abordada pela equipe de Enfermagem com a pergunta da campanha, respondeu em meio às lágrimas: ‘Minha filha tem o cabelo azul, vai se casar no dia 10 de junho. Meu sonho é poder estar neste casamento, ver minha filha casar’. A sensação inicial da equipe foi de impotência. Minutos depois, entretanto, todos se reuniram com a intenção de achar uma solução para o desejo de Maria Angélica. No dia seguinte, entretanto, a paciente teve alta. Tudo parecia estar resolvido. No entanto, na véspera do casamento, Maria Angélica foi internada novamente no Hospital. A equipe não pensou duas vezes e mobilizou, praticamente, todos os setores do Hospital para que o sonho de Maria Angélica pudesse ser realizado. Todos contribuíram, de alguma forma, por meio de doações, ideias e contatos para que a cerimônia de casamento pudesse ser realizada. Para a emoção geral, a união de Thayana (a filha de Maria Angélica) e Guilherme aconteceu no salão nobre do Hospital São José. Os colaboradores cuidaram de todos os detalhes para que o casamento pudesse ser realizado. Numa cadeira de rodas, trajando um vestido longo de festa apropriado para a celebração, Maria Angélica pode ver, finalmente, a filha de cabelo azul se casar.

A cerimônia ganhou também a cobertura da TV Cidade (canal 9) de Teresópolis. Veja no link a reportagem sobre o casamento:
https://www.facebook.com/tvcidadecanal9/videos/489088024623222/

A visita de Nina, a cachorrinha de estimação

 A paciente Alzira Michelmann, 90 anos, foi internada no Hospital Santa Isabel após sofrer um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Ao longo do período de internação, ela foi recuperando a fala, os movimentos, mas a equipe de Enfermagem passou a notar que havia muita tristeza em seu olhar. As enfermeiras traziam revistas, livros, porém, ela logo perdia o interesse. Tudo mudou no dia em que a enfermeira Angélica perguntou à Dona Alzira o que poderia fazer para deixá-la feliz. ‘Queria tanto ver minha Nina’ foi a resposta de Dona Alzira. A equipe inteira se mobilizou para que a paciente pudesse reencontrar Nina, a cachorrinha de estimação de Dona Alzira. Após entrar em contato com os vizinhos da paciente e acertar todos os detalhes, o encontro inesquecível aconteceu na recepção do Hospital, sob os olhares emocionados de médicos, enfermeiros e equipe de higienização. Dona Alzira voltou a sorrir.

Alívio à alma

Depoimento do paciente Afonso José na Casa de Saúde São José

“As coisas mais importantes para mim se encontram nos gestos mais simples, a essência de cada um. É justamente o que vemos se perder nesse mundo conturbado e informatizado. Mais do que o tratamento, a conversa, um sorriso. Mais do que o medicamento, o toque de suas mãos com carinho. É tentar ver com os olhos do paciente, tentar entender suas dores e medos e se colocar no seu lugar! É ajudar nesse período de dificuldade. Observe se em algum desses quartos há um paciente sozinho, abandonado! Dedique alguns minutos aliviando a alma de alguém. Às vezes, a dor o torna amargo e custa tão pouco adoçar a vida de alguém. Agradeço a equipe São José pelo carinho e dedicação, não medindo esforços para minimizar as dores. Enquanto aguardamos a cura.

Empatia – colocando-se no lugar do outro
Depoimento de paciente no Hospital Estadual Central

“Os profissionais precisam facilitar nosso momento de internação, tentando amenizar nossa dor. Ex: ficar deitado mais ou menos 3 a 6 horas no dia, sente dor no corpo. Porém, quando falo o que sinto, logo escuto ‘é assim mesmo’. Acho que antes de darem essa resposta, deveriam se colocar em nosso lugar”.

Quando um sanduíche quente faz toda a diferença

O paciente F.L.F, 30 anos portador de Doença de Crohn (Doença Inflamatória Intestinal) passou por vários procedimentos cirúrgicos no Hospital Santa Isabel. Durante a sua hospitalização, passou por momentos difíceis de dor, febre, náuseas, vômitos, diarreia e períodos de jejum que comprometeram a ingestão alimentar e a absorção dos nutrientes, fazendo com que o paciente evoluísse para perda de peso e quadro de desnutrição severa. Essas condições o deixaram triste e desanimado, sem perspectivas. Após disponibilizar acompanhamento psicológico para ele, os profissionais descobriram que o paciente gostaria de comer a comida de sua mãe. Apesar de o Hospital ter uma regra que proíbe trazer alimentos de fora para pacientes internados, o pedido foi aceito, mediante orientação à mãe sobre a forma de preparo e acondicionamento dos alimentos. O problema é que a mãe do paciente somente podia trazer a refeição em dias alternados. Buscando uma nova opção para estimular a ingestão de alimentos via oral pelo paciente, a equipe ofereceu a opção de um sanduíche de pão com queijo e presunto. A oferta não o animou muito, uma vez que ele já recebia o lanche durante o café. Foi então que a equipe perguntou ao paciente o que importava para ele e descobriu que para o paciente faria uma grande diferença se o lanche foi servido quente. Depois disso, o paciente passou a se alimentar com mais frequência, passou a aceitar as demais refeições servidas na Instituição, ganhou peso e recebeu alta duas semanas depois.

Higiene íntima
Depoimento de paciente do PAI-ZN

“Às vezes eu preciso de absorvente e minha família não tem condições de trazer. Seu eu precisar, vocês podem me oferecer?”

Na próxima edição do Congregar, publicaremos uma nova matéria sobre a campanha “O que importa para você?”, com foco no impacto da ação junto aos profissionais participantes.

#WMTY16   #CuidadoSeguroACSC

2016.06.20



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