“O que importa para você?”: movimento completa cinco anos de ações na ACSC

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Cuidar do ser humano durante todo o ciclo da vida é uma missão nobre e que a Associação Congregação de Santa Catarina preza em todos os serviços oferecidos à comunidade e clientes. Nesse momento, em que todos precisam de apoio e ajuda mútua, mostrar-se preocupado com o próximo é uma grande prova de compaixão. Embora sejam tempos difíceis, esse comportamento está construindo uma corrente do bem entre as pessoas e fazendo de pequenas vitórias, grandes conquistas.

Neste ano, mais especificamente em 6 de junho, a ACSC completou cinco anos de adesão ao movimento “O que importa para você?”, que consiste no estímulo de conversas mais significativas entre profissionais de saúde e pacientes, criando um elo de compaixão e empatia entre eles. Aqui no Brasil, a Associação foi pioneira em dar atenção ao que, verdadeiramente, importa para as pessoas, entendendo que essa percepção é muito importante para que os profissionais da saúde estabeleçam uma relação de confiança com o paciente, que é crucial para o progresso de internação.

Ao aderir ao movimento, a ACSC, além de incentivar com seu pioneirismo outras instituições a fazerem parte do movimento, motiva as equipes diretamente envolvidas a darem valor ao sentimento dos assistidos, realizando seus desejos sempre que possível. Entre as ações, já foram realizadas festa de aniversário, chá de bebê, banho de sol e até ida à formatura de um ente querido. Os esforços são enormes para que aquele paciente vivencie momentos inesquecíveis, superando-se mesmo em momentos difíceis.

Falando em superação, em 2020, as ações do movimento precisaram ser adaptadas à nova realidade, que pede distanciamento social, principalmente no ambiente hospitalar e de idosos. Mas isso não é um limitador para encantar quem precisa. Agora, mais do que nunca, esse apoio faz a diferença. A ideia é lembrar sempre que um simples gesto para nós, como um bilhete, uma mensagem de voz ou um vídeo, por exemplo, será de grande importância para quem está recendo. É o estímulo que falta durante o tratamento.

Em nossas Casas, possuímos profissionais diretamente envolvidos com o movimento, que acompanham de perto o bem que essas ações fazem. Confira alguns depoimentos:

“No CRI Norte, o movimento permitiu o envolvimento de todos os profissionais na assistência ao usuário, desde a equipe de segurança, recepção, administrativa, além da ampliação da própria atuação de profissionais da assistência direta. Esse processo permitiu um olhar na perspectiva da integralidade de forma a ter um impacto importante na qualidade da atenção.

O idoso e sua família atuam como integrantes do processo e não “pacientes”. Eles ajudam a apontar caminhos com base em escolhas relacionadas às vontades e história de vida individual.

É uma relação de serviço de mão dupla. Não é apenas uma proposta de protocolo de atendimento e sim algo que leva em consideração uma necessidade real e individual do usuário.”

Ana Paula Maeda – Gerente Assistencial do CRI Norte (SP)

Ana Paula Maeda

“O movimento aproxima as pessoas e reforça a importância de exercemos a compaixão. Às vezes, com algo tão simples, conseguimos prover grande motivação aos nossos pacientes e familiares. Quando o paciente se sente valorizado e envolvido no seu tratamento, ele contribui de maneira positiva. Estando no centro do cuidado, pode participar deste tratamento e, consequentemente, se impulsionar de maneira colaborativa com o tratamento.

Isso reforça para os profissionais a importância de sair do automático e olhar para a essência do paciente. A comoção em saber que podemos contribuir motiva todos a exercerem o movimento na prática diária.

O resultado é bem mais positivo! O movimento veio revolucionar o cuidado e dar voz aos nossos pacientes.”

Márcia Regina Fidauza – Gerente Assistencial do Hospital Santa Isabel (SC)

Márcia Regina Fidauza

“Nós do LMR adaptamos a campanha, mas mantivemos o objetivo de compreender a necessidade de cada idoso residente , com foco na saúde, bem estar e na humanização. Juntamente com o nosso diretor, Vallim, e coordenadora Marta, criamos diversos projetos para a Casa, que acolhe mais de 70 idosos, cada um com sua rotina de cuidados e patologias bem específicas.

Por meio de conversas com nossos residentes, identificamos que eles sentem muita saudade do contato familiar. Surgiu, então, o projeto do toque, onde levamos uma massagem às mãos e aos antebraços dos idosos, como forma de humanização, para transmitir esse carinho e afago, porém durante a pandemia, precisamos interromper essa atividade, mas procuramos sempre mantê-los em contato com a família e por meio da tecnologia, implantamos a visita “on line”, onde todas as tardes os familiares podem agendar a visita aos residentes do LMR, que utilizam uma sala adequada, com TV e a ferramenta Skype; assim garantindo ao nosso assistido “o que importa para você”.

Melissa Stochmann Gomes – Fisioterapeuta e Embaixadora do Movimento no Lar Madre Regina (SP)

Melissa Gomes e Izaque Almeida, embaixadores do movimento no LMR

2020.06.10



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