Monja Coen aborda a Sabedoria em palestra no Amparo Maternal

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No dia 19 de dezembro, o Centro de Acolhida para gestantes, mães e bebês do Amparo Maternal (SP) recebeu a visita da Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista do Brasil, que realizou uma palestra para as conviventes, voluntárias e colaboradores da Casa. Com o objetivo de conscientizar as pessoas a construir uma sociedade plural, equalitária e generosa, a budista abordou diversos temas, dentre eles, a sabedoria, o bem-estar, a compaixão e a gentileza.

   No início do evento, todos os participantes foram convidados a realizar uma respiração consciente e encontrar o ponto de equilíbrio, bem como atentar-se ao ar que respiramos, aos sons, às fragrâncias, temperatura do ambiente e do corpo e observar a mente, sentimentos e sensações.

 Com relatos das histórias dos partos da sua filha e neta, e também do seu próprio nascimento, a monja comenta que “a sabedoria espanta tudo o que é ruim, porque com ela, você encontra um jeito para lidar com as adversidades”. Além disso, fala sobre a valorização do trabalho das doulas, maternidade e a posição das mulheres na sociedade, que “ainda é muito frágil, mas já estamos caminhando em direção à equidade”, bem como sobre a independência financeira/ pessoal e a luta contra abusos e ofensas.

   A monja relatou sua trajetória até dedicar-se ao budismo, há mais de trinta anos, em que 12 deles foram vividos no Japão. No encontro, citou a filosofia de Buda e, também, sobre os ensinamentos do Papa Francisco.

 De acordo com pesquisas realizadas por universidades internacionais, praticar a gentileza, empatia e a compaixão podem aumentar a longevidade saudável. A monja acrescenta: “Faça as coisas do bem que o universo abre as portas. Quando a gente consegue respeitar as pessoas a nossa volta, a gente consegue criar um mundo melhor”.

 A prática do yoga e a meditação também foram abordadas pela monja Coen. “Em um retiro, conheci o neto do professor Hermógenes, pioneiro do yoga no Brasil. Ele foi diagnosticado com tuberculose, água no pulmão e desenganado pelos médicos. Sozinho, no hospital militar, começou a praticar yoga na cama. Yoga quer dizer ‘religar’, é a conexão com o sagrado. É a maneira que você vive, é a maneira com que presta atenção na sua respiração. E a meditação é o olhar em profundidade para si mesmo, seus sentimentos. O que causou o sentimento? O que pode ser diferente? Como eu me torno a transformação que eu quero no mundo?”, explica.

 “Nós estamos no universo, mas o universo inteiro também está em nossas mãos. Como é que nós cuidamos dele? Com respeito, com dignidade. O que fazemos, falamos e pensamos pode mudar o mundo”, completa.

No final da palestra, a Monja Coen almoçou com as gestantes, mães e bebês que se encontravam abrigadas nesta Instituição.

2020.01.07



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