Mineradora Vale é ré em júri simulado promovido por alunos do CSC-MG

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Um juiz, advogados de defesa e acusação, testemunhas a favor e contra e uma ré. Assim foi realizado o júri simulado dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental do Colégio Santa Catarina (MG) sobre a tragédia de Brumadinho, cujo objetivo era julgar a empresa responsável pela exploração do minério no local, a Vale do Rio Doce. A atividade foi proposta pela professora de Ciências, Juliana Amorim, no contexto da Campanha da Fraternidade 2019. “Foi muito produtivo o trabalho, os alunos apresentaram argumentos bem relevantes para defender e acusar a Vale”, ressalta a docente.

Segundo Juliana, o trabalho começou com a exibição, em sala de aula, do documentário “Brumadinho: quando o lucro Vale mais”. Os estudantes também receberam uma folha com algumas questões sobre o assunto, desde o papel da Vale na sociedade, até os impactos socioambientais ocasionados pela atividade mineradora. Depois de toda essa contextualização feita pela professora, as turmas foram divididas em dois grupos por meio de sorteio: um de acusação e outro de defesa. Quem manifestou interesse em assumir os papéis do júri, como juiz, advogados e testemunhas, também foram escolhidos por sorteio. Tivemos, ainda, alunos que fizeram o papel de escrivães durante o julgamento, de repórteres responsáveis pela cobertura do evento, além do próprio corpo de jurados. Todos assumiram nomes fictícios, escolhidos pelos próprios estudantes.

“Uma vez feita toda essa divisão de tarefas, os alunos tiveram alguns dias para realizar suas pesquisas e levantar argumentos, fosse de defesa ou acusação. Depois, cada aluno teve que fazer um relatório para minha avaliação. Com isso, vivenciamos, no Salão de Esportes, o júri”, explica a professora. Outro detalhe interessante é que os participantes puderam se vestir a caráter, de forma bem social, como se realmente estivessem em um tribunal.

Em metade das turmas, a acusação venceu o julgamento e, na outra metade, a defesa sagrou-se vencedora. Resultado que, segundo a professora, mostra o quanto os alunos, que ocuparam os diversos papéis do júri, empenharam-se em suas pesquisas. “Interessante foi o empenho dos alunos em suas representações, alguns alunos se destacaram ao representarem testemunhas de defesa e de acusação. Tivemos um aluno interpretando um venezuelano que trabalhava na Vale, um outro se fez de dono de açougue do município acusando a empresa, dono de pousada acusando e defendendo, trabalhadores da Vale acusando e defendendo, além de moradores de Brumadinho que se dividiam entre defesa e acusação”.

Confira como foi o júri:

2019.04.30



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