Memória Ativa: demência vascular pode ser evitada com vida saudável

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Recentemente, contamos aqui no Congregar como a depressão e a ansiedade podem interferir na vida da população, atrapalhando tarefas diárias. Uma das funções que podem ser prejudicadas por tais problemas é a memória. Alguns estudos revelam que a liberação em excesso do hormônio do estresse, o cortisol, pode reduzir o volume da região do cérebro, onde guardamos nossas lembranças e gravamos nossos conhecimentos.

Segundo o neurologista do Hospital Estadual Central (ES), Dr. José Antônio Fiorot Junior, na maioria das vezes, os problemas de memória surgem após os 65 anos. No entanto, esse é um problema que atinge cada vez mais a população jovem. “Não quer dizer que indique sempre uma doença, mas é comum que a memória comece a enfraquecer após essa idade. Atualmente, vivemos o fenômeno de excesso de informações. Por exemplo, uma pessoa com 20 anos de idade provavelmente já recebeu mais informações do que seus antepassados, durante toda a vida”, explica. Esse hábito vem aumentando os casos de esquecimento precoce e falta de atenção. “Fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, então é difícil de manter o foco. Percebemos isso com pequenos esquecimentos que afetam a memória de curto prazo”, destaca.


O neurologista ainda traz um dado importante sobre o problema. Segundo ele, há um aumento do consumo equivocado do metilfenidato, substância ativa da Ritalina, que, atualmente, é o medicamento controlado campeão em prescrições médicas. “É uma substância corretamente indicada para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)”, revela.

Mas como saber se precisamos de tratamento médico? Fiorot explica que deve ser levado em consideração a idade do paciente e se o esquecimento trouxe prejuízo físico ou financeiro. O esquecimento grave pode estar relacionado, em 80% dos casos, à doença de Alzheimer e à demência vascular. “Até hoje, não se sabe exatamente o que causa o Alzheimer, e como evitá-lo. Mas a demência vascular pode ser evitada se levarmos uma vida mais saudável”, explica o médico.

Mudança de hábitos de vida são fundamentais para que se tenha menos riscos de desenvolvimento de demência vascular. “Tentar fazer uma coisa de cada vez, estipular horários para navegar nas redes sociais, ter uma alimentação saudável e praticar atividade física, para evitar a obesidade”, aconselha Fiorot. O médico também recomenda que se mantenha todos os exames em dia. “É importante fazer os exames básicos, verificar como está a função da tireoide, as vitaminas e, também, se há algum quadro de depressão”, finaliza.


Dr. José Antônio Fiorot Junior

2019.07.16



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