Madre Regina Protmann: Um caminho novo

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Enquanto a Europa vivia intensas conturbações sócio-culturais em meados do século XVI, com o avanço do movimento da Reforma Protestante, dividindo a cristandade entre católicos e protestantes, através da luta armada, nascia em Braunsberg – hoje Braniewo, (Polônia), Regina Protmann.

Apesar de demonstrar-se inclinada às vaidades e às ambições materiais na juventude, Regina aproximou-se de Deus, o que provocou nela uma grande mudança interior, pois em meio ao seu bem-estar e conforto percebeu que o mundo também era feito de dor.

Insatisfeita com as trágicas consequências da miséria, da doença, da violência e do abandono, Regina procurou um caminho ao lado do Senhor.

Não se via num Convento de vida contemplativa enclausurada, que era o único modelo de vida religiosa feminina naquela época. Movida pelo Espírito Santo, deixou o conforto da casa paterna e, com duas companheiras que tinham o mesmo ideal, foi morar numa casa pobre, quase em ruínas para viver uma vida de oração e amor ao próximo.

Esta decisão provocou resistência de sua família, pois, conforme os costumes da época, uma moça só saia de casa para entrar no claustro ou para casar-se. Ela, porém, humildemente, perseverou em sua decisão.

Apesar da resistência, podia-se reconhecer que nesse modo de viver iniciado por Regina, havia algo de novo. Esta nova atitude surgiu como estrela da manhã e atraiu outras jovens para viverem o mesmo caminho. Sob a firme orientação de Regina, viviam a fé em grande união e amor fraterno como se fossem um só coração e uma só alma.

Inspirada por Deus, Regina foi construindo seu ideal: uma vida em Deus para o próximo. Todo o seu modo de viver expressava um dom de extraordinário amor a Deus, vivido na oração e no serviço aos mais necessitados. Dedicava-se aos pobres, aos doentes abandonados e às meninas sem escola.

Tinha também muito zelo para com o altar e vivia um grande amor à Eucaristia, onde reconhecia a expressão máxima do amor de Deus à humanidade.

As autoridades da Igreja reconheceram a seriedade do caminho iniciado por Regina. Apesar da novidade, inédita naquele tempo, o bispo, Martinho Cromer, reconheceu que Deus, através de Regina, criou algo de novo e de benéfico para sua Igreja: um grupo de Irmãs que além de levar vida contemplativa dedicavam-se a cuidar dos pobres e necessitados, particularmente dos doentes pobres. Regina formulou uma regra de vida para comunidade, a qual foi devidamente reconhecida pela Igreja em 1583.

Elas residiam ao lado da Igreja Paroquial dedicada a Santa Catarina de Alexandria, fato que fez Regina escolher esta Santa como padroeira e protetora de sua obra.

No ano de 1613 ela entregou, mansa e tranquilamente o seu espírito a Deus, com 61 anos de idade.

 

2012.09.14



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