CSC- JF celebra sete anos de Voluntariado Jovem

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Ser voluntário é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário e, assim, melhorar seu empenho pessoal e a qualidade de vida da sociedade.

“O Voluntariado nasce, inicialmente, a partir de um desejo da irmã Ernestina de que nossos alunos tivessem, além da qualidade acadêmica, a oportunidade de uma qualidade no fazer humano, no conviver com outras realidades”, explica o professor Juceme Rodrigues, que coordena o grupo de voluntários.

O sucesso do Voluntariado Jovem já rendeu ao CSC – JF o Selo Escola Solidária por cinco vezes. A certificação é uma realização do Instituto Faça Parte, Ministério da Educação, Consed, Undime, Unesco, OEI e Unicef, que acontece a cada dois anos. O selo é concedido a instituições de ensino que proporcionam situações de aprendizagem com envolvimento voluntário dos jovens, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da comunidade. Fortalecer os laços de solidariedade e educar para a superação do individualismo que seduz as novas gerações é uma tarefa permanente do CSC – JF.

“Vivemos num contexto de desconfiança e descrença quanto às instituições político-governamentais, com o crescimento da violência e da exclusão social em suas mais variadas formas de expressão. Neste sentido é que acreditamos no valor da pedagogia de Jesus que supera as barreiras do tempo e do espaço, convidando-nos a atualizar a ‘parábola do Bom Samaritano’ que percebe o semelhante deixado à beira da estrada, suas necessidades não satisfeitas e seus direitos não garantidos”, salienta Juceme.

Todos os alunos do Colégio, a partir da 7ª série, podem participar. São duas atividades semanais: às quartas é feito um trabalho com idosos, e às quinta com crianças. “A escolha de trabalhar com crianças e idosos segue a linha de trabalho de Madre Regina, que buscava ajudar as crianças na instrução, e os idosos, principalmente aqueles mais desfavorecidos e abandonados pela família”, conta Juceme. Em cada visita, são envolvidos cerca de dez jovens, que se revezam a cada atividade, de modo que, anualmente, cerca de 260 alunos vestem a camisa do projeto. “É claro que tem aqueles alunos que se dedicam mais e acabam participando o máximo que podem. O nosso compromisso é abrir oportunidades para que todo aluno que se interesse faça essa experiência solidária”.

O primeiro ano de trabalho do Voluntariado Jovem do CSC – JF, em 2007, foi realizado junto ao Hospital Ascomcer, e era voltado apenas para os alunos do 3º ano do Ensino Médio. Aos poucos, o trabalho foi ganhando força e, a partir daí, o Colégio firmou parceria com outras instituições. Atualmente, o Voluntariado Jovem atua junto nos projetos:

– Projeto Conviver – parceria com o CRAS/Leste (Prefeitura de Juiz de Fora)
– Projeto Aniversariantes do Mês, no Abrigo Santa Helena
– Projeto Sementes de Girassol, no Ceprom (Centro de Promoção do Menor)
– Projeto Tardes Culturais, na Creche Monteiro Lobato

No Ceprom, localizado na Vila Ideal, a cada semana os voluntários procuram desenvolver um tipo de atividade com as crianças, como contação de histórias, trabalho com música, teatro e pintura. A unidade atende 160 crianças carentes, não só na questão financeira, mas, principalmente, carentes de afetividade. “Por isso, esse trabalho que o Santa Catarina desenvolve aqui é muito importante. As crianças têm uma identificação muito grande com o grupo do Voluntariado e vice-versa. A gente nota a expectativa que as crianças ficam durante a semana para chegar a quinta-feira, que é para elas o dia do Santa Catarina”, conta Pablo Santos Martins Dias, pedagogo do Ceprom.

Mas não é só na vida de quem recebe carinho e atenção que o Voluntariado Jovem faz diferença. Para Maria Paula Novaes, aluna do 2º ano do Ensino Médio, a experiência foi determinante para despertar um sonho profissional. “Quero fazer Medicina ou Odonto. E sempre que vou ao Ceprom e vejo aquelas crianças com tantos problemas nos dentes, saio de lá mais incentivada a trabalhar na área de saúde para oferecer assistência a públicos como esse”, conta a estudante, que está no Voluntariado há quatro anos. Convidada a dar um recado aos colegas que ainda não experimentaram do Voluntariado, Maria Paula vai fundo: “Todo mundo deveria participar pelo menos uma vez. É muito bom e faz bem, para o outro e principalmente para você mesmo, porque você percebe que com um simples abraço ou uma única palavra, é possível fazer a diferença na vida do outro. E isso vale muito a pena. Eu sempre volto pra casa me sentindo bem melhor”, garante.

Os sete anos do Voluntariado Jovem serão celebrados com missa, no próximo domingo (09/03), às 9h, na Capela do CSC.

Vale a pena assistir: vídeos sobre a importância do trabalho voluntário juvenil

Jovens e o trabalho voluntário no Brasil

ONU estabelece fundo para apoiar o Voluntariado Jovem

2014.03.28



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