Inovação sem sedentarismo

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O Colégio Santa Catarina (CSC) inova e lança o projeto Qualidade de Vida, que, como o próprio nome diz, busca oferecer a seus colaboradores uma melhora da funcionalidade no dia a dia do trabalhador e, consequentemente, um ganho na qualidade de vida. Os funcionários podem optar por fazer caminhada orientada e/ou pilates em grupo. Há disponibilidade de horários antes, após ou no intervalo da jornada de trabalho.

De acordo com o diretor administrativo do CSC, Artur Giovannini, a ideia do projeto surgiu em meados de 2012. A princípio, o objetivo era combater o índice de doenças ocupacionais. “A proposta inicial era promover aqui no colégio uma condição de ginástica laboral e de reabilitação. Mas o projeto cresceu e hoje estamos oferecendo aos funcionários um benefício, uma oportunidade de sair do sedentarismo e melhorar a saúde, o condicionamento físico, a qualidade de vida. E todos vão colher os frutos dessa iniciativa”, afirma o gestor.

O grupo da caminhada será orientado pelo educador físico Iêdo Júnior e o do pilates pela fisioterapeuta Marina Moraes, com o apoio da estagiária Letícia Imbelloni. “O Santa Catarina sai na frente com esta iniciativa. Em termos de colégio, eu não conheço nenhum, em Juiz de Fora, que ofereça esse serviço, com o nível e os profissionais envolvidos, atualizados, e por um preço muito simbólico, que só é cobrado como uma forma de fidelizar, porque o que é de graça ninguém dá valor”, frisa Iêdo.

Colaboradores se exercitam durante as aulas

“É uma iniciativa inédita para os profissionais aqui do colégio e até para a cidade. A gente sabe de empresa aí que oferece ginástica laboral, mas é coisa de cinco, dez minutinhos e uma vez só na semana. Aqui o trabalho será bem mais amplo e integral, pegando o corpo inteiro, promovendo a consciência corporal. Nós somos um todo e só melhoramos a nossa qualidade de vida se trabalharmos o conjunto. A ginástica laboral não trabalha toda essa questão”, complementa Marina.

De acordo com o professor, a caminhada vai começar dos níveis mais fracos para os mais intensos. “Vamos fazer alongamento, exercícios educativos para corrida, exercícios funcionais e a caminhada, propriamente dita. Para quem já corre, eu vou fazer um trabalho à parte. O nome já diz: caminhada orientada, visando o bem estar de todo mundo”. Iêdo conta que está muito esperançoso com o resultado do projeto, e revela ter um sonho. “Meu objetivo é levar um grupo do Santa Catarina para participar do ranking de corridas de rua de Juiz de Fora. Além disso, também vamos programar encontros nos fins de semana, na UFJF ou no Museu Mariano Procópio, onde todos os grupos, do pilates, da corrida e da caminhada farão atividades em conjunto”.

Além dos exercícios para promover o aumento do condicionamento cardiovascular e tonificar os músculos, Marina conta que os participantes também irão receber dicas sobre alimentação, cuidados que devem ter com o calçado, a importância de relaxar a musculatura quando chegar em casa, aprender sobre o autocuidado. “Eu vejo esse projeto como um grande presente para todos os funcionários da escola, buscando a melhor forma da pessoa estar em ação. Seja na sala de aula, no serviço de limpeza ou na administração, todos têm algum problema, algum desequilíbrio dentro da sua função: ou fica muito tempo em pé, ou muito tempo sentado, sobe muito escada. Portanto, este é, sim, um projeto de qualidade de vida, mas buscando a funcionalidade”, explica.

Para Fernanda Andrade de Oliveira Magri, responsável pelo Laboratório de Informática do CSC, o projeto foi a oportunidade de sair do sedentarismo. “Se não fosse esse projeto eu não teria condição de fazer pilates. Primeiro porque não teria como pagar e também por falta de tempo, porque trabalhar o dia todo e ter que se deslocar para outro lugar, ainda mais que eu tenho criança pequena, fica complicado. Assim, não, eu acabo de trabalhar e já desço para a aula. É bem mais prático. Estou adorando, é muito bom. É a melhor coisa que o colégio poderia ter feito por nós. Espero que isso se perpetue”.

Pode parecer clichê, mas vale a pena ressaltar que o melhor remédio é a prevenção. “As pessoas não estão acostumadas a fazer exercício físico por bem estar. Elas buscam por estética ou por um problema sanguíneo, como colesterol ou triglicérides altos. Mas é preciso encarar a atividade física como uma coisa diária, um hábito de vida. É você fazer um exercício físico e saber que isso irá te trazer benefícios e te prevenir de muitas dores futuras”.

Todos os funcionários da instituição, ou seja, do Colégio Santa Catarina, da Creche Monteiro Lobato e da Obra Social Santa Catarina podem aderir voluntariamente ao projeto, independente da função ou cargo que exerçam.

os em cada modalidade recebem medalhas.

2013.10.21



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