Inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais no quadro de colaboradores das empresas

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Desde que entrou em vigor em 1991, a Lei 8.213 – que fixa a cota mínima de pessoas com deficiência a serem contratadas pelas empresas – vem sendo amplamente discutida no mundo corporativo, tanto pela ótica legal como pela da responsabilidade social.

E ACSC, que sempre atuou promovendo a inclusão, recentemente teve uma de suas casas, o Hospital Santa Tereza, premiado por cumprir a Lei Federal e inserir pessoas com deficiência dentro do quadro funcional.

Por esse motivo, o Blog da ACSC conversou com a Andreia Siqueira de Souza, coordenadora de gestão de pessoas da ACSC. No bate papo, ela fala sobre a inclusão de pessoas com necessidades especiais ao quadro de colaboradores da instituição.

Leia, abaixo, a entrevista:


Qual a importância do programa de inclusão com deficientes no quadro de colaboradores da associação?
Nossa missão é incluir os excluídos. Temos PCDs mais antigos do que a obrigação de lei, porque a ACSC sempre procurou ir além das obrigações legais, ela quer estar colaborando com a inclusão da pessoa na sociedade, aumentando o índice de desenvolvimento humano, por isso contrata e investe em treinamento para essas pessoas.

Como ele foi formulado e quais seus principais objetivos?
Foi simples: temos que contratar pessoas para os postos de trabalho, na seleção de pessoas buscamos candidatos com potencial e preferencialmente com algum deficiência, mas sem experiência. Na contratação formatamos plano de desenvolvimento em função das necessidades levantadas na seleção. O resultado é que depois de algum tempo alguns desses profissionais recebem até promoções.

Como a associação analisa o desempenho dos deficientes?
Eles são tratados iguais aos demais. Todos os colaboradores passam anualmente pela av. desempenho formal, o PCD da mesma forma.

Existe diferença no desempenho do trabalho entre os deficientes e não-deficientes?
A diferença pode estar relacionada a limitação física. Da parte intelectual, não observamos diferença, são pessoas iguais as outras. Procuramos não tratar diferente esse profissional, ao contrario, promovemos eventos para incluir esse profissional aos demais.

Vocês  pretendem continuar com o programa?
Sim. Cada unidade tem o seu programa e desenvolve da melhor forma, seguindo políticas de gestão de pessoas corporativa.

Quantos deficientes vocês tem empregados? Todos são aprendizes?
Temos 384 PCDs, nem todos são aprendizes.

Quais as áreas em que mais atuam os colaboradores deficientes?
Atuam em todas as áreas onde é possível conciliar as deficiências deles ao trabalho na ACSC.

 

2012.02.01



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