HSI relembra a história das “Las Mariposas” no Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher

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Poucos, atualmente, já ouviram falar das “Las Mariposas” mas, em 1960, a história era outra. As irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, ou “Las Mariposas”, como eram conhecidas, foram exemplo de força e garra no combate à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. Pagaram pela ousadia com a própria vida, mas suas mortes não foram em vão, pois a comoção gerada pela brutalidade dos assassinatos fez com que suas ideias repercutissem positivamente na sociedade, provocando indagações sobre o papel da mulher na sociedade e do devido respeito que todas merecem.

Em homenagem à essas guerreiras, em 1999, a Assembleia Geral da ONU instituiu o dia de suas mortes, 25 de novembro, como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. O objetivo é incentivar a reflexão sobre a violência praticada contra milhares de mulheres em todo o mundo, a começar em sua própria cidade, bairro e/ou família.

Em apoio à causa, o Hospital Santa Isabel (SC), por meio do Serviço Social, organiza campanhas internas de combate a violência contra a mulher, oferece apoio e incentivo às denúncias. Algumas campanhas, inclusive, tornaram-se tão compartilhadas que saíram dos muros da Instituição e ganharam força, também, na mídia externa.

Para a assistente Social do HSI, Maria Kratz Leite, a reflexão sobre a não violência deve ser constante. Precisa estar presente nas famílias e o importante é não ficar calado diante da violência. Muitas mulheres são agredidas, mas poucas falam. Maria já presenciou casos em que a mulher agredida não denunciou. “Ela ama o companheiro, tem uma dependência emocional e quer que ele mude, então o trabalho de apoio é feito com a pessoa agredida e também com o agressor, pois é essencial a mudança dele, já que ele vai voltar para a sociedade”, explica.

A jornalista Lara Brenner, em sua coluna sobre o tema violência contra a mulher, traz uma indagação que deve ser feita por todos na sociedade: “É hora de perguntar com honestidade, ‘será que contribuo de alguma forma para essa barbárie?’; ‘o que posso fazer para combatê-la dentro de meu microcosmo?’”. Segundo ela, não é apenas uma questão de cargos e salários ou de humilhação e mutilação, mas é, acima de tudo, uma causa humanitária. “Começa por cada um de nós lutar por um mundo melhor”, reitera.

Enfermeira do HSI, Mirelli Elisa Alves participou de uma foto para ressaltar a campanha contra a violência. “É maquiagem sim, mas o objetivo é representar a dor física e emocional sofrida por muitas mulheres”, explica.

Sobre a violência

No Brasil, segundo o Centro de Atendimento à Mulher, 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela um número ainda mais assustador, pois em média, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada em nosso País.

2016.12.06



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