HSI participa da campanha Março Roxo com foco na epilepsia

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O Hospital Santa Isabel (SC) apoiou a campanha que acontece no mês de março em prol da atenção à epilepsia por meio de palestras e orientações.

Anualmente, as pessoas em países de todo o mundo são convidadas a se vestir de roxo nos eventos em prol da conscientização da epilepsia no dia 26 de março, chamado de “Dia do Roxo”. O tema foi criado em 2008 por uma menina canadense de 9 anos, com a ajuda da Associação de Epilepsia local. Ela escolheu a cor roxa para representar a epilepsia. A flor de lavanda (de coloração roxa) é frequentemente associada com a solidão que representa os sentimentos de isolamento que muitas pessoas com epilepsia sentem.

Aqui no Brasil a proposta foi ampliar a conscientização durante todo o mês de março, a fim de educar a população sobre tratamento, mitos e verdades sobre a doença. A intenção é retirar o estigma e o preconceito frente ao desconhecido, pois a epilepsia é uma doença que afeta não apenas a saúde do indivíduo, mas também o convívio social.

O neurologista do corpo clínico do Hospital Santa Isabel, Dr. Guilherme S. Mendonça, preparou um material de esclarecimento, utilizado na campanha de divulgação feita pelo Hospital. Confira o conteúdo e saiba mais sobre a doença:

Afinal, o que é epilepsia? “É um distúrbio neurológico comum no qual a atividade normal das células cerebrais é, algumas vezes, interrompida. Isso pode resultar em convulsões, sensações estranhas e perda de consciência. Cerca de 50 milhões de pessoas tem epilepsia no mundo e é mais prevalente na infância, adolescência e em idades avançadas.”

Quais as principais causas? “Depende muito da faixa etária da crise. Nas crianças de 6 meses a 6 anos é a convulsão febril. Existem também as causas genéticas e que muitas vezes melhoram com o passar da idade. Nos adultos e idosos a prevalência maior é em decorrência de traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, tumores cerebrais, meningites, neurocisticercose, entre outras causas.”

Como a epilepsia é tratada? “Na maioria dos casos com medicamentos antiepilépticos e o objetivo é livrar o paciente das crises com o mínimo de efeito colateral dos medicamentos. 70% dos pacientes controlam as crises com um tipo de medicamento.”

Como a epilepsia é diagnosticada? “O diagnóstico é clínico, ou seja, a pessoa deve ter tido duas ou mais crises convulsivas não provocadas (na ausência de febre ou ausência de infecções ou intoxicação). Não existe um único teste para diagnosticar a doença. Deve-se avaliar os aspectos de saúde do paciente, buscando identificar a natureza das crises.”

A epilepsia tem cura? “Existe a possibilidade de cura em alguns casos. Seja porque o paciente ficou muito tempo sem ter crises (mínimo de 2 anos) e a medicação foi descontinuada sem recorrência das crises ou pelo próprio mecanismo de amadurecimento do cérebro em alguns tipos infantis.”

A epilepsia é hereditária? “O risco de uma pessoa ter um filho com a doença é pequeno (2%) e depende da causa da sua epilepsia.”

O que fazer quando alguém está tendo crise? “Fique calmo, só tranquilo você poderá ajudar, afinal não precisamos ter duas pessoas em crise. Anote o tempo de duração da crise. Deixe a pessoa posicionada de lado, facilitando assim a respiração e a saída da saliva. Lembre-se qua a saliva não é contagiosa. Afrouxe a roupa, acessórios e se possível proteja a cabeça com algo macio. Fique por perto, mas não tente conter o a crise, ela vai passar. Não coloque nenhum objeto na boca, a pessoa em crise não controla seus movimentos. A pessoa não engole a língua. Se a crise durar mais de cinco minutos, ligue para 192 e peça ajuda.”

A portadora de epilepsia pode engravidar? “Sim. O uso de ácido fólico deve ser iniciado e o seu médico assistente deve ser avisado para realizar as orientações adequadas.”

O portador de epilepsia pode trabalhar? “Sim. A epilepsia não incapacita as pessoas para o trabalho.”

O portador de epilepsia pode dirigir? “Sim, se estiver pelo menos dois anos em controle das crises.”

O portador de epilepsia pode praticar esportes? “O esporte é fundamental para uma vida mais saudável, contribui para a melhora da autoestima e do estresse e diminui a frequência das crises. Fique atento aos esportes indicados pelo seu médico assistente.

O portador de epilepsia pode ir para a escola? “Sim. Eles podem e devem frequentar normalmente as aulas. A integração social proporcionada pela escola é fundamental para o seu desenvolvimento psicossocial.”

Pessoas famosas que conviviam com a epilepsia: Machado de Assis, Van Gogh, D. Pedro I, Napoleão Bonaparte, Isaac Newton, Sócrates.

2016.04.11



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