HSC realiza 500ª cirurgia robótica

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O Hospital Santa Catarina (SP) atingiu a marca de 500 cirurgias robóticas realizadas com o Da Vinci Xi, considerado o mais moderno robô-cirurgião, no mesmo mês em que se comemorou, também, 2 anos da implantação do programa de cirurgia robótica na Casa. Atualmente, as cirurgias robóticas são realizadas nas especialidades de Cirurgia Geral, Ginecologia, Urologia e Cirurgia Torácica. Além da aquisição do robô, o Hospital investiu também, ao longo dos 2 anos, na capacitação de médicos para operar o robô, por meio de treinamentos e cursos. Hoje, a Casa conta com 24 médicos certificados e 3 cirurgiões inscritos no programa para certificação ainda neste ano.

A maior segurança oferecida e o aumento da precisão são alguns dos diferenciais da cirurgia robótica. As incisões são menores e áreas de difícil acesso podem ser alcançadas com mais facilidade. A visão (que pode ser tridimensional) e as condições ergonômicas são melhores para o profissional que no método tradicional. Outra vantagem importante é um programa com inteligência artificial que corrige eventuais tremores nas mãos do cirurgião.

– Como exatamente é feita a cirurgia?

O médico faz todo o procedimento em uma espécie de cabine, que conta com controles manuais, painéis auxiliares e pedais. O robô, no caso do Vinci Xi, possui quatro ’braços’, sendo que um fica com a câmera e os outros três realizam o trabalho efetivamente. A imagem captada aparece em 3D para o cirurgião, que pode ampliá-la em até 15 vezes. O profissional realiza os procedimentos sentado confortavelmente, o que, consequentemente, diminui o desgaste físico. Em todos os procedimentos, há, ainda, uma equipe ao lado do paciente para aplicar a anestesia e realizar outras funções. A cabine e o cirurgião ficam um pouco afastados do paciente, o que diminui consideravelmente os riscos de infecção.

– Quais as diferenças básicas para a cirurgia comum?

A depender do tipo de procedimento, a recuperação do paciente operado pelo aparelho pode ser duas vezes menor. Isso se deve a maior precisão e delicadeza aplicada pelo robô. O risco de infecção também é inferior, assim como a possibilidade de dores e sangramentos. Menos invasiva, possibilita incisões menores, além de maior precisão em áreas de difícil acesso. A visão (que pode ser tridimensional) e as condições ergonômicas são melhores para o profissional que no método tradicional. Outra vantagem importante é que um programa com inteligência artificial repara tremores nas mãos do cirurgião.

– Podemos afirmar que é mais seguro esse tipo de procedimento?

É importante deixar claro que o equipamento não faz nada sozinho. Todos os movimentos feitos pelo equipamento são do médico. Se alguma ação imprevista acontecer, como um movimento brusco acidental, o sistema é travado automaticamente. Se o cirurgião tirar o rosto da tela de controle, o robô também interrompe imediatamente o procedimento. Por ser composto de uma série de sistemas complexos, o robô também passa por um protocolo de verificação de todos os itens a cada uma hora de cirurgia.

Robô Da Vinci Xi

2020.06.23



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