Hospital Santa Catarina faz 1º encontro de preparação ao IV centenário da Beata Madre Regina

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Em 2013, no dia 18 de janeiro, é comemorado o jubileu de 400 anos da morte da Beata Madre Regina Protmann. Para celebrar esta data, o Hospital Santa Catarina preparou três dias de comemoração do IV Centenário de Madre Regina, em sua capela, em São Paulo.

Inicialmente, a Irmã Ana Maria contou a história de Madre Regina, uma garota nobre que renunciou seu estilo de vida para auxiliar pessoas necessitadas de sua cidade (Brounsberg- Alemanha, hoje Braniewo atual Polônia). Saiu de casa, para viver em um lugar pobre, se dedicando ao serviço do amor ao próximo. Madre Regina era devota da Igreja Santa Catarina, onde teve inspiração para criar a Congregação das Irmãs de Santa Catarina.

Em seguida, a Irmã Maria José levou ao altar a relíquia com pedaços de ossos de Madre Regina para a veneração dos fieis. A relíquia ficou exposta junto com uma vela, uma imagem de Madre Regina e o barril, que simboliza a partilha do pão e da vida.

Além disso, a Irmã Juliana fez a leitura do Evangelho de São Mateus (Mt 22, 1-14) que aborda o amor pelo próximo. De acordo com Irmã Berenice, é possível associar o evangelho à vida de Madre Regina, explicando a coragem que Madre Regina teve para sair de sua casa e seguir os passos de Santa Catarina e Jesus Cristo, optar por auxiliar pessoas necessitadas de sua cidade, atraindo muitas jovens interessadas em também seguir a vida religiosa.

O padre Alexandre, falou da carta escrita pela Irmã Vera, Madre Geral da Congregação, que mora em Roma. Em sua carta fala do 4º centenário da morte de sua querida, Madre Regina, e a tradicional festa jubilar que é comemorada dia 18 de janeiro.

Carta de Irmã Vera

Circular 05/2012

Grottaferrata, 27 de dezembro de 2012.

Queridos irmãos!

No próximo dia 18, celebramos o 4º centenário da morte de nossa querida Madre Regina. Para nós, Irmãs da Congregação, é um tempo muito especial, “um momento favorável” ( 2 Cor 6,2), uma oportunidade que a graça de Deus nos oferecer e que podemos aceitar ou não.

Celebramos 400 anos de presença do dom que o pai deu ao mundo, através de sua humildade serva, a Beata Madre Regina e das gerações de irmãs que a sucederam, com sincero empenho de responder com fidelidade ao chamado de Deus lhes fez. Como seres humanos e pessoas religiosas, nos alimentamos do simbólico, celebramos os “momentos especiais” da nossa historia, em torno dos quais realizamos ritos que tornam um dia diferente do outro. A festa faz parte da memoria histórica das pessoas e dos povos. Quem não recorda e celebra sua historia acaba perdendo sua identidade.

A festa jubilar, na tradição bíblica, “é uma coisa santa” (Lv 25,12ª), um tempo especial, para recordar o presente que Deus deu e continua dando ao mundo através da B. Madre Regina e da Congregação por ela fundada; é um tempo para reconhecer e agradecer a presença fiel do senhor, ao longo desses 4 séculos de historia; é um tempo para reconhecer que tantas vezes nos desviamos do caminho que ele nos designou, e, humildemente, pedir perdão de nossos pecados e oferecer o perdão aos que nos ofenderam; é um tempo para retribuir aos mais necessitados os dons recebidos e acumulados através dos anos; é um tempo para reavivar e retornar ao primeiro amor.

Quando Madre Regina morreu tinha 61 anos, dos quais, mais de 40 foram vividos na comunidade por ela fundada. O seu primeiro biografo diz que: “Quando Regina percebeu que seu dia estava chegando ao fim, como avistasse de longe o ideal que se havia proposto, com seriedade, empregou todo esforço e atenção, e preparou-se do melhor modo, para chegar ao fim almejado. Sentia fome e sede de ver a Deus seu criador”. Nesta circunstância, consciente de sua missão e guiada pelo Espirito Santo, sintetizou, com tanta sabedoria, num testamento espiritual, a herança que transmitia suas filhas. Nele, ela descreve o perfil que Deus quer de nós, como mulheres consagradas, ao longo dos tempos. Na conclusão de sua biografia o autor testemunha que sua vida foi como um raio d eluz, que iluminou as queridas Irmãs e a todo mundo. Recomenda-nos “louvar e agradecer a grande bondade e a sabedoria de Deus, por ter ornado nesta vida esta sua esposa com tais excelentes e particulares dons e fez com que ela surgisse, ‘naquele tempo’ como uma nova e brilhante estrela”.

Em nosso programa de aprofundamento estamos refletindo sobre o significado da mesa em nossa vida. Certamente nossas mesas estarão muito bem preparadas para a festa jubilar. A parábola do banquete (Mt 22, 11-12) nos apresenta duas categorias de convidados: os que não aceitam o convite por estarem muito ocupados com seus bens e os que padecem de diferentes formas de necessidades. Em que categoria nos encontramos? E, entre os necessitados que aceitaram o convite, um foi expulso porque não trazia a veste nupcial. O que pode significar para nós, nesta festa jubilar, apresentar-se à mesa da eucaristia ou da comunidade com a veste nupcial?

2013.01.16



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