Hospital Estadual Central realiza campanha de sobrevivência a sepse grave

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No último mês, o Hospital Estadual Central (HEC), gerido pela ACSC, realizou um curso para implantação do protocolo médico de sepse grave. O curso segue a linha da “Campanha de Sobrevivência a Sepse Grave”, desenvolvido internacionalmente e coordenado no Brasil pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS).

O curso teve como objetivo a diminuição da mortalidade por meio da aplicação do protocolo de Sepse, além da redução do tempo de internação do paciente e do custo hospitalar. O evento foi voltado às áreas assistenciais do Hospital, envolvendo médicos, enfermeiros, laboratório e farmacêuticos. Em uma pesquisa realizada pelo ILAS, 25% dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no país são ocupados por pacientes que apresentam esse quadro e, atualmente, é a principal causa de mortes na UTI.

A médica especialista em terapia intensiva, Eliana Caser, ressaltou que a identificação precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, o que é feito de forma mais eficaz com a aplicação do protocolo. “É importante tornar toda a equipe multiplicadora das boas práticas da assistência nesses casos, integrando médicos e enfermagem, e o bom uso do tempo para esse tratamento é imprescindível no resultado”, salientou.

O que é sepse?

Sepse é uma condição grave desencadeada por uma infecção na qual vários órgãos distantes do local infectado apresentam intensa atividade inflamatória. Nem todas as manifestações da sepse são respostas de defesa contra a infecção e se constituem em processos prejudiciais à recuperação. A sepse era chamada anteriormente de septicemia, toxemia ou infecção disseminada, termos abandonados por não definirem de forma correta o conceito. A Sepse grave se caracteriza pela disfunção de pelo menos um órgão do paciente.

 

2012.10.17



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