HEC cria “tradutor pomerano” para facilitar comunicação com pacientes

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Parte dos pacientes atendidos no Hospital Estadual Central (ES) é formada por pomeranos, pessoas de descendência alemã e polonesa que residem na região serrana do Estado e preservam o seu dialeto até os dias de hoje.

A dificuldade de se comunicar com o paciente pomerano representa um desafio ao atendimento, já que muitos não falam o português. Diante desse desafio, os colaboradores que atuam na UTI do HEC tiveram a ideia de criar um “tradutor pomerano”.

Elry Cristine Nickel Valério, que é enfermeira supervisora no setor de AVC – Acidente Vascular Cerebral, se disponibilizou para criar o guia com as principais palavras usadas no atendimento. “Em uma situação de urgência, tivemos uma paciente de 30 anos que sofreu AVC. Ela não respondia quando questionávamos em português. Quando usei uma palavra em pomerano, ela esboçou reação e se comunicou comigo. Em seguida, ela teve uma piora e foi levada para UTI, onde deveria ser monitorizada e também ter os reflexos neurológicos testados através de perguntas do neurocheck a cada 1h. Para facilitar, o supervisor da UTI, Frederico Siqueira, me pediu a tradução de algumas palavras básicas e então comecei a escrever o tradutor em pomerano”, explica.

Ainda em fase de construção, o guia conta com frases básicas, mas essenciais para o atendimento médico, tais como: “bom dia”, “boa noite”, “como se sente?”, “onde dói?”, “quer ir ao banheiro?” etc. O objetivo desta iniciativa é criar um vínculo de confiança entre pacientes pomeranos e os profissionais de saúde da Casa.

O tradutor também funciona como mão dupla. Além da comunicação em pomerano, o português também é aprendido do outro lado, conta Dulcenei Chulk, acompanhante de Hulda Braum Raasch, de 82 anos. “Agora ela fala: minha perna, doí minha perna. Já aprendeu a pedir água, muito bom”, elogia.

2016.03.30



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