HEC conclui participação de sucesso em estudo sobre tratamento de AVC

Postado por admin

Mais uma etapa importante para o tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) foi concluída com sucesso. No dia 31 de julho, o Hospital Estadual Central (ES) encerrou oficialmente sua participação no estudo Resilient, no qual a instituição participa desde 2016. A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de buscar formas de padronizar no Sistema Único de Saúde (SUS) um tratamento para a fase aguda da doença, chamado de trombectomia mecânica.

Nesse estudo multicêntrico, ou seja, conduzido simultaneamente em outros hospitais públicos do Brasil, o tratamento envolvia a realização de um cateterismo cerebral, no qual é introduzido um cateter pela virilha, alcançando o cérebro do paciente para retirada do trombo responsável por entupir a artéria, o que causa sintomas do AVC. Apesar de ainda não ser coberto pelo SUS, esse método já é utilizado pelo HEC com recursos próprios.

Durante os três anos de estudo, a Instituição incluiu 10 pacientes para contribuir com a pesquisa. “Fomos o sexto centro que mais incluiu pacientes no Brasil. Mais de 260 pacientes foram incluídos e o estudo deu resultado positivo. Quando fizeram a análise estatística comparando os pacientes que receberam esse tratamento de cateterismo cerebral com os que não receberam, quem recebeu teve menos sequelas no final de três meses”, comentou o neurologista e coordenador da unidade de AVC do HEC, Dr. José Antônio Fiorot Junior.

Apesar de eficaz, essa não é uma opção viável a todos os casos. “É um tratamento que não é para todos os pacientes com AVC. Cerca de 20% a 25% dos casos de AVC ocorrem por oclusão de uma artéria de grande calibre, uma artéria carótida ou uma artéria cerebral média proximal. Para esses tipos de AVC, você consegue entrar com o cateter e tentar tirar o trombo de lá. Para os outros tipos de AVC isquêmico, o tratamento que existe ainda é o RTPA, a trombólise venosa, que já é fornecida aqui no hospital desde 2012 e que também já está incluída no Ministério da Saúde e no SUS”, explicou o médico.

Para Fiorot, o estudo foi muito importante para a Instituição. “Ele trouxe para o HEC um reconhecimento nacional. Hoje a equipe do AVC daqui recebe credibilidade de todas as equipes de ponta do Brasil. O estudo trouxe alguns ganhos diretos para o hospital, por exemplo, tivemos acesso ao software e-Aspects, que consegue ver o AVC na tomografia muito precoce, e também o aplicativo Join, para comunicação entre médicos e acesso a imagens mesmo à distância. Nós só tivemos acesso a esses ganhos de qualidade de forma gratuita porque fomos incluídos nesse estudo Resilient”, finalizou.

2019.08.06



Sem Comentários

60 Visualizações

Deixe um comentário :