Estudo da CSSJ sobre prevenção de infarto é destaque no Jornal Nacional

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Um estudo premiado nos EUA, conduzido por cardiologistas da Casa de Saúde São José (RJ), concluiu que muitas mortes por infartos poderiam ser evitadas com a ajuda de um exame não invasivo chamado angiotomografia. Os resultados do estudo foram tema de uma reportagem de destaque veiculada no Jornal Nacional (TV Globo), no dia 11 de fevereiro.

A pesquisa acompanhou mais de mil pacientes durante quatro anos. Metade tinha sintomas vinculados a problemas cardíacos. Neste grupo, com a angiotomografia, 20% tiveram a confirmação de que corriam mesmo risco de infarto. Na outra metade do grupo pesquisado, sem sintomas, esta porcentagem foi maior: 26%.

“A gente encontrou mais doença nos pacientes assintomáticos, que não sentem nada, do que nos que têm sintoma. O fato é que se a gente não pesquisar a doença anatomicamente, ou seja, a doença instalada, e a gente se basear só na presença de fatores de risco para determinar quem tem alto risco e quem tem baixo risco, a gente vai perder muita gente”, disse ao Jornal Nacional o coordenador do estudo, Dr. Ilan Gottlieb, cardiologista e chefe da radiologia da Casa de Saúde de São José.

Segundo o médico, muitos pacientes não sentem dor porque, dentro das artérias e veias, o caminho do sangue fica mais estreito, mas ainda não está completamente interrompido. Se o quadro piorar, pode ser tarde demais para escapar do infarto e nem sempre o aviso pode ser detectado em um exame de sangue.

A angiotomografia é um exame não invasivo com resultado rápido. Realizado com a ajuda de um líquido de contraste, em 10 minutos já é possível saber o resultado.

No mês passado, o estudo ganhou o prêmio de melhor trabalho no Congresso da Sociedade Americana de Tomografia Cardiovascular, nos Estados Unidos. Os responsáveis pela pesquisa defendem que pacientes com quadro suspeito façam o exame antes de os sintomas aparecerem.

“Se a gente diagnosticar precocemente e intervir precocemente com todas as forças que nós tivermos, a gente potencialmente tem a chance de cura. Mas tem que ser precoce”, finaliza Dr. Ilan.

Veja a reportagem do Jornal Nacional no link:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/02/no-rio-estudo-mostra-que-mortes-por-infartos-podem-ser-evitadas.html

 

2017.02.13



1 Comentário

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  1. Fabio Duarte da Silva disse:

    muito boa está pesquisa serve de alerta à muita gente. parabéns!

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