Estudo com participação do HEC é divulgado em publicação renomada internacionalmente

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Em 2016, a unidade de acidente vascular cerebral (AVC) do Hospital Estadual Central (ES) deu os primeiros passos rumo a uma importante colaboração para o tratamento do AVC: o estudo Resilient, no qual a instituição participou até julho do ano passado. A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de buscar formas de padronizar, no Sistema Único de Saúde (SUS), um tratamento para a fase aguda da doença, chamado de trombectomia mecânica.

No último dia 11, o conteúdo do estudo foi publicado na íntegra no The New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais prestigiadas na área da medicina, divulgada semanalmente pela Massachusetts Medical Society.

No estudo, conduzido simultaneamente em outros hospitais públicos do Brasil, o tratamento envolvia a realização de um cateterismo cerebral, no qual é introduzido um cateter pela virilha, alcançando o cérebro do paciente para retirada do trombo responsável por entupir a artéria, o que causa sintomas do AVC. Apesar de ainda não ser coberto pelo SUS, esse método já é utilizado pelo HEC com recursos próprios.

Durante os três anos de estudo, a instituição incluiu 10 pacientes para contribuir com a pesquisa. “Fomos o sexto centro que mais incluiu pacientes no Brasil. Mais de 260 pacientes foram incluídos e o estudo deu resultado positivo. Quando fizeram a análise estatística comparando os pacientes que receberam esse tratamento de cateterismo cerebral com os que não receberam, quem recebeu teve menos sequelas no final de três meses”, explica o neurologista e coordenador da unidade de AVC do HEC, Dr. José Antônio Fiorot Junior.

Apesar de eficaz, essa não é uma opção viável a todos os casos. “É um tratamento que não é para todos os pacientes com AVC. Mais ou menos 20% a 25% dos casos de AVC ocorrem por oclusão de uma artéria de grande calibre, uma artéria carótida ou uma artéria cerebral média proximal. Para esses tipos de AVC, você consegue entrar com o cateter e tentar tirar o trombo de lá. Para os outros tipos de AVC isquêmico, o tratamento que existe ainda é o RTPA, a trombólise venosa, que já é fornecida aqui no hospital desde 2012, e que também já está incluída no Ministério da Saúde e no SUS”, acrescenta o médico.

Essa contribuição para o estudo foi fruto de muito trabalho de vários profissionais. “A participação da unidade de AVC do HEC no estudo Resilient só foi possível com a dedicação de todas as equipes de neurologistas e neurointervencionistas da instituição. Quero desejar os parabéns a toda a nossa equipe”, finalizou Fiorot.

2020.06.23



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