Encontro Regional sobre Prevenção de IRAS compartilha boas práticas

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Em novembro, aconteceu no Hospital Santa Teresa (RJ) a segunda edição do Encontro Regional para Prevenção de IRAS (Infecções Relacionadas a Assistência à Saúde). O evento, organizado pela gerente regional de qualidade e segurança do paciente, Dra. Daniela Contage Siccardi Menezes, reuniu uma equipe multidisciplinar de profissionais das três casas da ACSC na serra fluminense: Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, Hospital São José e Hospital Santa Teresa.

Estiveram presentes médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, equipes de SCIH, além de especialistas em segurança do paciente – todos reunidos em prol do mesmo objetivo. Os colaboradores apresentaram seu aprendizado com as novas ideias de mudança testadas e respectivos resultados.

“É possível”

 Na abertura do evento, o paciente José Tadeu Gonçalves e sua esposa Gisele deram um depoimento emocionante sobre sua experiência após 27 dias de internação na UTI São Judas Tadeu do Hospital Santa Teresa. No relato, Sr. Tadeu contou como foi bem tratado na unidade, relembrou casos que arrancaram gargalhadas dos presentes e, principalmente, fez com que todos refletissem, mais uma vez, a razão de buscar a melhoria diariamente no ambiente de trabalho. Apesar do longo período sob cuidados intensivos e utilização de múltiplos dispositivos invasivos, o paciente não sofreu nenhuma infecção.

Além de apresentarem seus resultados, as Casas da Serra participaram de dinâmicas e discussões. A troca de experiências e conhecimentos marcou mais uma vez o encontro em prol da melhoria do atendimento e da segurança do paciente.

Os resultados consolidados das 6 UTIs (3 no HST, 2 no HSJ e 1 no HCNSC) mostram redução de 46% na taxa de infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter, 63% em pneumonias associadas à ventilação mecânica e 32% em infecções urinárias por cateter vesical. As IRAS são eventos adversos evitáveis, que podem levar à morte do paciente. “Nosso objetivo é reduzir continuamente nossas taxas de infecção, reduzindo, também, a média de permanência em UTI, o uso de dispositivos invasivos e o sofrimento de pacientes e familiares”, afirmou Daniela.  

Levando conhecimento e motivação

 Ao final, os participantes fizeram algumas considerações sobre o que estavam levando para casa após o evento.

“Estou levando muito conhecimento e motivação. É preciso refletir sobre a experiência do paciente, lembrar que ele está no centro do cuidado e também rever nossos processos, entendendo que, nem sempre, o óbvio para mim é óbvio para minha equipe”, afirmou Monique Gaspar, supervisora de enfermagem da UTI do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição.

“Aprendizado da equipe, conscientização e sensibilização. Esse contato direto com o paciente é extremamente importante. Sentir o que ele sentiu quando estava dentro da Instituição para que essa sensibilização tenha significado lá na ponta, no local de trabalho. Aprendemos com a realidade de cada Casa e isso nos ajuda na construção de um aprendizado único, onde todos ensinam e todos aprendem”, explicou Mainara Pereira Xavier, especialista em segurança do paciente do Hospital São José.

“Estou levando mais capacitação para o cuidado. Estamos sempre aprendendo nesses encontros, principalmente com a equipe multiprofissional e com os hospitais de outras regiões. Conhecer os processos de cada Casa nos ajuda a acertar com os acertos deles e transmitir os nossos. Passamos bastante conhecimento para eles e estamos levando muito também “, diz Thauan Farias Pereira, enfermeiro da UTI São Judas Tadeu do HST.

Fotos do evento:

2018.12.21



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