Doação de Órgãos: informe sua família sobre sua intenção e salve vidas

Postado por admin

Para muitas pessoas, a única chance de continuar vivendo é por meio de um transplante. Por isso, esse é um ato muito nobre e que precisa da conscientização da sociedade para que se torne algo natural e, com isso, o maior número de vidas sejam salvas por meio da solidariedade. Para ser um doador, basta informar os seus familiares sobre a sua decisão. O Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos (27/09) foi criado justamente para chamar a atenção da população sobre a importância de sermos solidários.

No Brasil, mais de 4.000 transplantes de órgãos e tecidos foram realizados no período entre janeiro e junho deste ano. Algumas Casas de Saúde da ACSC têm uma importância significativa nesses resultados. O Hospital Santa Isabel (SC), por exemplo, é referência nessa especialidade no estado de Santa Catarina. Em 2017, realizou 289 transplantes de órgãos, número que cresceu para 333 em 2018.

Segundo a enfermeira da UTI e membro do Comitê de Transplantes do Hospital Nossa Senhora da Conceição (SC), Regiane Grigório, embora o momento seja muito difícil par a família do doador, o acolhimento humanizado e a integração entre os profissionais de saúde e os familiares fazem com que o resultado seja positivo. “Observamos um crescimento no índice de entendimento da população sobre o assunto. As mídias sociais, por exemplo, ajudaram muito na divulgação de todo o processo de doação”, considera.

Apesar desse crescimento, ainda há uma parcela de famílias que negam a doação. A Chefe do Serviço de Medicina de Transplantes e Transplante Renal do HSI, Denise Simão, explica que o número de não doações por recusa familiar no estado de Santa Catarina é de 32%. “É a família que autoriza a retirada dos órgãos após o diagnóstico de morte encefálica. Embora você tenha registrado na carteira de identidade que é doador, o desejo da família é respeitado”, detalha.

Em Santa Catarina, segundo o Ministério da Saúde, o percentual de efetivação foi de 49,3% em 2018. A maior ferramenta para incentivar a doação de órgãos é a informação. Por isso, Denise e Regiane responderam a algumas dúvidas recorrentes do público em geral sobre essa prática. Confira!

Que tipos de doadores existem? Existe o doador falecido, o vivo relacionado (parente), o vivo não relacionado (amigo) e o doador altruísta.

Como posso me tornar doador de órgãos? Conversando com os seus familiares a respeito do desejo de querer ser um doador. Não existe nenhum documento que possa registrar que somos doadores de órgãos, por isso a importância de falarmos em vida para os nossos familiares. A vontade é sua, mas a decisão é deles.

O que pode ser doado após a morte? Podem ser doados coração, pulmão, rim, pâncreas, intestino e face. Também podem ser doados tecidos como córneas, pele, válvulas, ossos, tendões, músculos, veias e artérias. O doador vivo pode doar medula, um rim, parte do fígado e um pulmão.

Para quem vão os órgãos doados? Existe a Central de Doação de Órgãos em cada estado e, dependendo do número de habitantes, existem as regionais (como em São Paulo), onde todos os pacientes do estado estão cadastrados em uma lista única, onde consta a tipagem sanguínea do receptor e, posteriormente, é feita a analise imunogenética (HLA) – antígeno de histocompatibilidade. Por meio de um programa de software, é analisado o receptor que é mais compatível.

Para dados completos de cada região do Brasil, basta acessar o site www.abto.org.br

Dra Denise Simão e a Enfermeira Regiane Grigório

2019.10.01



Sem Comentários

27 Visualizações

Deixe um comentário :