Dica Coopercredi: vale a pena trocar de carro todo ano?

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Na coluna desta edição, o professor Marcos Silvestre, coordenador do Programa de Reorganização e Orientação Financeira e Empreendedora da Coopercredi ACSC, dá a reposta pra essa pergunta.

Leia o texto:

O MELHOR É PODER TROCAR DE CARRO TODO ANO, CERTO?

Gasta! Um carro é um bem de uso como outro qualquer: ele se deprecia! Por mais que seu automóvel seja bem cuidado (e deve ser, para sua segurança!), seus componentes mecânicos e eletroeletrônicos se desgastam com o tempo, seu design fica ultrapassado com os sucessivos lançamentos, sua tecnologia embarcada vai ficando obsoleta. Então, em qualquer caso, é apenas normal que seu carro se desvalorize. Carro, portanto, não pode ser visto como investimento, jamais: é um bem de uso que gera custos e sofre depreciação. Agora… ouve-se por aí que, para perder menos, tem de trocar com maior frequência. Será?

Ano I. Há três anos, Zé comprou um carro, um sedã completão, lançamento com três anos de garantia, por R$ 60 mil (+ R$ 2 mil para documento (exceto IPVA), filme nos vidros e protetor de cárter). Zé pagou o carro à vista. Seu amigo Mané comprou um idêntico. Ambos cuidam bem dos seus carros. Após um ano, eles haviam gasto o mesmo tanto com IPVA, seguro, manutenção e combustível. Também a depreciação de ambos havia sido parecida: 20%. Isto quer dizer que, ao final do primeiro ano, os carros de ambos valiam R$ 12 mil a menos, ou R$ 48 mil de valor final de venda. Perderam, então, R$ 12 mil.

Susto! Mané ficou traumatizado com essa enorme perda! Foi a uma concessionária e o vendedor lhe disse: “É isso aí, amigão! Se continuar com esse carro vai continuar perdendo. É melhor trocar já”! Desesperado, Mané entregou seu carro por R$ 44 mil (R$ 4 mil a menos que o valor final de venda, considerando o natural lucro do comprador, no caso, a concessionária), e inteirou com R$ 16 mil, gastando outros R$ 2 mil de documento, filme e protetor de cárter, empatando R$ 18 mil na troca. Zé até podia fazer isso, mas ficou com seu seminovo, pegou a mesma grana e aplicou no Tesouro Direto.

Anos II e III. Passou-se outro ano: Zé tinha um carro de R$ 41 mil (perda de 15% no segundo ano), e mais R$ 20 mil na aplicação. Mané não queria “perder dinheiro” e repetiu a troca. Os mesmos R$ 18 mil que novamente ele empatou, Zé aplicou a mais no TD. Ao final do terceiro ano, Zé tinha um carro com valor de compra de R$ 32 mil (menos 15% de depreciação e R$ 3 mil de lucro do comprador) e R$ 43 mil no TD (R$ 75 mil no total). Mané tinha um carro de R$ 48 mil (final!). Então Zé comprou o modelo novo por R$ 62 mil (à vista, com extras, mas com desconto!), e embolsou R$ 13 mil. Entendeu, Mané?!

Autor: Prof. Marcos Silvestre | profe@coopercrediacsc.org.br
Coordenador do PROFE® Coopercredi ACSC – Programa de Reorganização e Orientação Financeira e Empreendedora. Economista com MBA em Finanças (USP), atua como orientador de famílias e educador em empresas (Metodologia PROFE®). Comentarista econômico do Grupo Bandeirantes de Rádio e TV, é autor de “Os 10 Mandamentos da Prosperidade” e dirige o site www.educarparaprosperar.com.br.

 

2017.05.02



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