Dica Coopercredi: Não deixe 2017 te derrubar…

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Cautela continua sendo a palavra de ordem no cenário econômico, mesmo após o início de um novo ciclo repleto de promessas e, ainda, incertezas. Na coluna desta edição, o professor Marcos Silvestre, coordenador do Programa de Reorganização e Orientação Financeira e Empreendedora da Coopercredi ACSC, fala sobre a importância de poupar e resistir às tentações do consumo desnecessário e das dívidas, uma vez que crediários e financiamentos continuam cobrando juros exorbitantes no mercado. Leia a coluna e valorize seu dinheiro!

“2017 chegou. Ele tentará te derrubar… Vai deixar?”

Vem ni mim, 2017! Depois da ampla campanha (inclusive mundial) do “Acaba 2016!”… eis que já estamos com o pezinho em 2017! A esperança teórica se renova (ela sempre se renova), mas a prática, ó! No pano de fundo macro: crise políticas, produção e vendas em baixa, desemprego crescente, empresas fechando, renda achatada, juros reais ainda nas nuvens e dólar instável. Mas… não é o fim do mundo, nem será o fim do Brasil! A bola continua em campo e só terá chance de marcar gol quem correr atrás. E aí: você vem se preparando para emplacar em 2017? Vem treinando direitinho para sacudir a rede?

Gastos mais econômicos. Ganhar dinheiro não será fácil em 2017. Também já não o era em 2015 ou 2016, e não o será em 2017, pelo menos dinheiro honesto. Daí decorre o seguinte: não dê bandeira na hora de gastar. Este será um ano de muita cautela ao comprar: você quer, precisa, merece, pode e deve mesmo comprar? Pense duas ou três vezes… e desista na terceira! Decrete guerra contra o desperdício em 2017, de todo tipo, da conta de luz à de água, do cigarro ao excesso de comida (vai um regiminho?). O dinheiro do trabalho é sagrado, merece valorização. Comprove, na hora de gastar, que você o valoriza!

Dívidas mais prudentes. Na prática, nada mudou nas dívidas pessoais nos últimos 20 anos. Os juros da praça continuam caríssimos, e nenhuma conta justifica um sujeito de juízo, por exemplo, usar o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito. Os crediários e financiamentos em geral continuarão fazendo você pagar de juros algo entre 50% e 100% a mais do valor do bem. Se precisar mesmo de grana, tome o mínimo possível no crédito consignado ou no crédito cooperativo. Em nenhuma hipótese faça uma nova dívida apenas para ter algo novo. Deseja mesmo muito? Poupe, junte, aplique e compre!

Investimentos mais dinâmicos. A família que não investe ao menos 10% da renda mensal (bom mesmo é 30%!) não terá futuro próspero. Quem nunca junta grana nunca irá experimentar o prazer de ganhar juros, e nunca terá nada para comprar nada, ou seja, terá de pagar sempre o preço cheio, sem desconto, e mais os juros da dívida. Comece poupando R$ 50 por mês e vá aumentando R$ 10 todo mês até chegar numa poupança frequente de, no mínimo, 10% da sua renda. Não duvide, você conseguirá. É lógico que terá de ficar esperto nos gastos e nas novas dívidas, mas esta disciplina fará um bem enorme!

Autor: Prof. Marcos Silvestre | profe@coopercrediacsc.org.br
Coordenador do PROFE® Coopercredi ACSC – Programa de Reorganização e Orientação Financeira e Empreendedora. Economista com MBA em Finanças (USP), atua como orientador de famílias e educador em empresas (Metodologia PROFE®). Comentarista econômico do Grupo Bandeirantes de Rádio e TV, é autor de “Os 10 Mandamentos da Prosperidade” e dirige o site www.educarparaprosperar.com.br.

2017.01.30



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