Dia Mundial do Combate ao Câncer: conheça o cenário atual da doença

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4 de fevereiro é reconhecido, mundialmente, o Dia de Combate ao Câncer. A importância dessa data pode ser resumida com uma simples estimativa: em 2018, 600 mil novos casos da doença foram diagnosticados no Brasil.  Entre os tumores mais comuns estão os de próstata, para homens, de mama, para mulheres, seguidos de intestino e pulmão, que atingem ambos os públicos. A médica oncologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição (SC), Aline de Souza Rosa da Silva, atribui o aumento da incidência da doença há vários fatores. “Podemos citar o envelhecimento da população, genética, vícios (fumo e álcool), sedentarismo, obesidade, exposição solar e poluição”, esclarece.

O câncer é a prospecção anormal de células do nosso organismo. “Por diversas causas, a mutação dessas células se torna descontrolada, o que, eventualmente, ocasiona em tumores malignos. Esses tumores também se infiltram nos tecidos e espalham células malignas pelo nosso corpo”, explica a médica. Fazendo um comparativo com 20 anos atrás, o diagnóstico e tratamento da doença está muito avançado. Por meio de equipamentos inovadores, tecnologia molecular, tecnologia cirúrgica, entre muitos outros, é possível diagnosticar algum tumor com mais facilidade e precocemente. “O mais importante é que as pessoas façam os exames periódicos, conforme indicado pelo seu médico, para que o diagnóstico seja cedo. Isso aumenta muito a chance de cura do paciente”, pondera.

Além deste hábito, Aline explica que simples atitudes podem reduzir o risco de desenvolver a doença, como praticar atividades físicas e ter uma dieta equilibrada. “Outro dado muito importante é sobre o fumo. Se excluíssemos o uso do cigarro, a diminuição dos tumores atingiria 30%”, revela. O uso do protetor solar diariamente e a vacina contra o HPV para meninos e meninas também constam nessa lista de cuidados.

Hoje, são inúmeras as opções de tratamento, fato que contribui demais para a qualidade de vida do paciente. “Podemos citar a Imunoterapia como uma grande descoberta. Nos últimos cinco anos, ela tem dado excelentes resultados, principalmente no que diz respeito aos efeitos colaterais. Não são como os da quimioterapia, por exemplo, que são bem mais severos”, comenta a médica. Para quem enfrenta o tratamento, Aline deixa um apoio. “Enfrentar essa fase é difícil. Porém, é preciso encará-la como uma ponte que levará para outro momento da vida, pois, após isso, a vida normal retorna e, aos poucos, se retomam as atividades”. Do outro lado, médicos especialistas trabalham diariamente para lutar contra a doença, não se deve perder a esperança. “É preciso segurar no corrimão e seguir em frente”, ela finaliza.

2019.02.04



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