CSSJ usa técnica inovadora para neutralizar dor no ombro

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A Radiofrequência Refrigerada de Ombro foi a técnica escolhida para controlar a dor crônica de uma paciente de 34 anos, portadora de síndrome falcêmica. O procedimento, que entrou recentemente para o rol de tratamentos de combate às dores, é considerado pouco invasivo e aconteceu no centro cirúrgico da Casa de Saúde São José (RJ), em uma parceria da Clínica da Dor e do Serviço de Ortopedia (ombro).

A técnica é inovadora, moderna e extremamente segura. Consiste em usar eletrodos para aumentar a temperatura no local exato da dor – localizado com a ajuda de radioscopia e ultrassom – e promover uma agitação molecular a fim de lesionar as ramificações dos nervos da articulação. 

“Devido a uma necrose na cabeça do úmero associada a uma intensa inflamação, a paciente chegou à São José com uma dor incapacitante. Ao examinar a situação com a Dra. Cecília Nobre, vimos que a articulação estava preservada e não havia indicação cirúrgica para colocação de prótese. Após um bloqueio-teste com boa resposta, foi realizada a radiofrequência e a dor no ombro foi completamente controlada”, conta o ortopedista Felipe Malzac.

Especialista da Clínica da Dor, Dra. Cecilia Nobre acrescenta que a escolha pela Radiofrequência Refrigerada teve como objetivo evitar uma intervenção invasiva em uma paciente que padece há anos com dores crônicas. Segundo ela, a assertividade do procedimento é grande, já que a técnica amplia em até oito vezes a área de alcance e abrange mais ramificações nervosas. 

“A paciente é dependente de morfina, já que sente dores em outras partes do corpo. Depois que iniciou esse forte incômodo no ombro, estava fazendo uso de uma dosagem quase três vezes maior do que a inicial. Após a radiofrequência, a qualidade de vida melhorou muito. Ela não fazia atividades simples, como pentear o cabelo, por exemplo. Eram muitas as limitações”, detalha Cecilia Nobre.

Atualmente, a paciente é acompanhada pelas equipes envolvidas e novos procedimentos estão em estudo com foco em mitigar as dores causadas pela síndrome falcêmica, que ela descobriu ainda criança, aos 9 anos.

Dra. Cecília Nobre e Dr. Felipe Malzac

2020.08.25



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