CSC-MG utiliza livro sobre ativista paquistanesa vencedora do Nobel da Paz

Postado por admin

O Colégio Santa Catarina (MG) adotou o livro “Malala, a menina que queria ir para a escola”, de Adriana Carranca, em trabalho interdisciplinar abordando o tema da Campanha da Fraternidade 2018. As professoras de Língua Portuguesa Patrícia Ribeiro e Luciana Faria realizaram o trabalho com os alunos do 6º ano. A partir da leitura e análise da obra, elas desenvolveram diversas atividades com os estudantes sobre superação da violência, que incluiu, ainda, as professoras de Geografia e Ensino Religioso.

Além do incentivo à leitura, as professoras perceberam uma oportunidade de estimular os estudantes na cooperação entre eles, a organização e o trabalho em grupo, bem como aprimorar as capacidades linguísticas na organização e exposição oral de ideias. “O desenvolvimento do projeto contou com aulas expositivas, com o auxílio da ferramenta on-line Prezi, e análise da obra literária com discussão em sala e da resolução de exercícios. Além disso, parte do projeto também foi realizada mediante o trabalho de pesquisa dos alunos e por meio de uma análise interdisciplinar da obra”, explica Patrícia.

Após a leitura do livro, as turmas tiveram de conhecer a biografia de Malala Yousafzai (uma jovem paquistanesa, militante dos direitos das meninas de ir à escola, considerada a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz) e as razões que motivaram a obra. Com Renata Schetino, nas aulas de Geografia, os alunos aprenderam a diferenciação entre um mapa e um croqui. Como avaliação, tiveram de produzir um documento cartográfico, com base no que há no livro analisado, com a localização do Paquistão e do Vale do Swat (cidade-natal da personagem), retificando os elementos obrigatórios do mapa.

Já nas aulas de Ensino Religioso, a professora Maria do Carmo Tavares procurou unir a mensagem do livro a outros textos com abordagens sobre formas de superar a violência e fazer uma conexão. Malala ganhou o mundo em 2012, quando começou a escrever um blog contando todos os obstáculos que enfrentava para ir à escola e seguir com o sonho de ser médica. O Talibã, que dominava o Paquistão, havia destruído 150 escolas para meninas e Malala escondia o uniforme na mochila para ir à escola sem ser atacada. Mas, por conta da notoriedade que ganhou com seu blog, levou três tiros na cabeça quando estava no ônibus, seguindo para a escola. Sobreviveu, sendo tratada na Inglaterra, e tornou-se porta voz mundial do direito à educação.

Depois desse paralelo estabelecido e da troca de ideias, foi proposto aos alunos a produção de um resumo da obra literária e uma análise da relação dela com o tema da CF 2018. Por fim, as professoras pediram que as turmas pesquisassem sobre os aspectos presentes no livro, como meios de transporte, vestimentas, hábitos da população e sistema de educação no Paquistão. A partir do material colhido com a pesquisa, os grupos tiveram de confeccionar cartazes a fazer uma exposição oral para os colegas de sala. Um trabalho muito rico, que gerou muito aprendizado e cultura geral para os alunos.

2018.05.14



Sem Comentários

449 Visualizações

Deixe um comentário :