Creche promove educação inclusiva em Fortaleza

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As crianças chegam cedo, por volta das sete da manhã, e começam um dia dinâmico, na Creche Madre Regina, em Fortaleza. Cerca de 184 crianças, com faixa etária entre um e três anos, participam de atividades lúdicas, na brinquedoteca, biblioteca e pátio, além de terem todas as refeições garantidas. A rotina é a mesma de muitas instituições de ensino, não fosse uma diferença. A creche em questão é um espaço dedicado à inclusão social, que promove a interação de crianças que vivem diferentes realidades, tendo sempre como premissas o respeito e a igualdade entre todos.

A Creche foi fundada com o objetivo de receber crianças vivendo ou convivendo com HIV/AIDS. Com o tempo, o trabalho foi expandido e, atualmente, também recebe crianças que não são soropositivas e crianças com deficiência. A instituição tem um aluno com síndrome de Down e um com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, além de outras 13 crianças em fase de diagnóstico.

“Do ponto de vista pedagógico, a inclusão de crianças com deficiência é importante para o desenvolvimento delas em vários aspectos”, afirma a coordenadora pedagógica da Creche, Valdenira Alves Capibaribe. Para atender às necessidades especiais de cada aluno e ajudar nas dificuldades, a creche conta com equipe com Educador e Auxiliar de Desenvolvimento Infantil. No entanto, não existe nenhuma atividade excludente entre as crianças, mas atividades que respeitem o processo inclusivo de cada educando.

Além disso, a equipe acredita que o convívio de todos alunos com e sem deficiência, cria uma consciência de respeito às diversidades. “Essa convivência garante interação entre as crianças e desenvolve um sentimento de igualdade e de oportunidade para todos”, diz a coordenadora Valdenira Alves Capibaribe.

A coordenadora da creche conta que as diferenças não são impeditivos para as atividades da Casa. Alunos e familiares estão integrados no contexto socioeducacional. Para garantir um aprendizado mútuo, todos os colaboradores da instituição são envolvidos no processo de conhecimento de cada detalhe das crianças. Muitas vezes, são os educadores que percebem os primeiros sinais de alguma deficiência, devido ao contato frequente com os pequenos. “É preciso enxergar aspectos profundos, como a relação da criança com a família”, comenta a coordenadora Valdenira.

A creche Madre Regina é administrada e mantida integralmente pela Associacão Congregação de Santa Catarina (ACSC), entidade filantrópica, que atua nas áreas de educação, saúde e assistência social, em sete estados brasileiros.

2014.07.21



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