Como manter o equilíbrio emocional de pacientes com câncer?

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Pesquisa da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc, na sigla em inglês) aponta que quase 21,4 milhões de novos casos da doença serão diagnosticados anualmente até 2030.

O tratamento oncológico carrega consigo uma série de medos, que perpassam os temores com os procedimentos cirúrgicos, a queda dos cabelos, as preocupações com a quimioterapia e radioterapia, as possibilidades das mutilações, das metástases e ainda o maior de todos: o medo de morrer pela doença.

Diante disso, manter a saúde emocional dos pacientes e dos familiares passa a ser um recurso da medicina para facilitar o sucesso do tratamento. Para isso, une-se medicina e psicologia. Por meio da psico-oncologia, os pacientes e familiares recebem acompanhamento durante todas as etapas do tratamento e recebem uma psicoterapia. “Durante o curso da doença, os familiares devem ser assistidos pela psico-oncologia, pois nem sempre quem cuida do enfermo está em condições emocionais para fazê-lo. Este seguimento é fundamental para preservar ao paciente, seu equilíbrio psíquico, prejudicado pelo desconhecimento do câncer que fora acometido, e pelos medos de enfrentar os tratamentos oncológicos, propostos pelos médicos”, explica a psicóloga e psico-oncologista da Central de Quimioterapia do Hospital Santa Catarina, Dra. Elza Maria Patera Mourão.

De acordo com a profissional, o câncer é provavelmente a enfermidade que mais contém mitos, o que geram receios que podem influir negativamente na aderência aos tratamentos, prejudicando a comunicação do paciente e seus familiares com a equipe de saúde. “O nosso trabalho é manter o compromisso psicossocial de reintegração, desfazer equívocos e concepções errôneas sobre a doença, acolher e tratar psicologicamente esta população diagnosticada com câncer”, conclui.

2012.06.19



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