ACSC utiliza a tecnologia a favor da aprendizagem nas escolas

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Diariamente, o brasileiro passa, em média, 9 horas conectado à internet. O estudo, realizado pela plataforma Hootsuite em parceria com a agência We Are Social, ainda aponta que 3 horas são gastas apenas com redes sociais. Esse comportamento mostra que a tecnologia já está enraizada na sociedade, o que inclui professores e alunos. Logo, não dá para ignorar o recurso em sala de aula.

“É fundamental que a escola seja um espaço de desenvolvimento de cidadãos preparados para o mundo de hoje. Assim, a tecnologia precisa fazer parte dos processos educacionais, em convivência com outros já existentes no colégio”, destaca Julci Rocha, assessora do Instituto Singularidades.

Hoje, enxergar a importância da tecnologia e aplicá-la na rotina escolar é fundamental. O recurso pode auxiliar no desempenho do estudante, pois o digital é mais atraente para as novas gerações, e ainda extrapolar as quatro paredes, se tornando uma via direta entre alunos e educadores.

Tecnologia na escola

Em 2017, foi aprovada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais ao longo das etapas da educação básica para as escolas públicas e privadas do Brasil. Das dez competências que devem ser trabalhadas no currículo para desenvolver o estudante de forma integral, uma é dedicada à cultura digital.

De acordo com Paulo Torezani, professor de ciências e biologia da Escola Santa Catarina (ES), os alunos dominam muito bem as redes sociais, mas ainda não descobriram todo o potencial da web. “A visão deles é restrita. É papel da escola ampliar a visão dos alunos sobre as possibilidades de aprendizado, proporcionando experiências de aprendizagem que vão impactá-los no futuro”, afirma.

“Recentemente, mudamos o nosso olhar sobre o uso das tecnologias. Desde 2017, nos dedicamos a utilizar ferramentas a favor do desenvolvimento socioeducativo e a melhorar e ampliar o acesso à informação”, explica Katia Souto, consultora de tecnologia educacional da ACSC.

Um dos programas utilizados pela Rede é o Microsoft Office 365. Ele traz os já conhecidos Word, Power Point, Excel, bem como uma gama de aplicativos voltados para o setor de educação.

“Um dos apps que mais usamos é o Teams, que reúne os alunos em um ambiente estilo EAD. Ali, eles podem conversar e trocar informações em um chat particular com o professor e com outros estudantes”, conta Manoel Vinicius Souza, professor de geografia no Colégio Santa Catarina (SP). “Também fazemos um tira-dúvidas virtual durante a semana de provas para quem está com mais dificuldades sanar os problemas fora de aula.”

Outro recurso interessante é a lousa digital. Aqui, no lugar do quadro tradicional, professores e alunos interagem com uma espécie de tela de computador gigante. E a ACSC ainda tem uma série de laboratórios especiais, como a sala maker, que desafia os estudantes a desenvolver projetos que façam a diferença na comunidade em que vivem.

Impacto real

Quando a ACSC resolveu usar mais tecnologia na escola, houve uma certa resistência por parte dos alunos. “Eles achavam que seria mais uma demanda que teriam para fazer em casa. Depois, perceberam que os recursos digitais tendem a deixar a aula mais fluida”, ressalta Manoel.

O maior trunfo dos recursos é o fato de deixarem o conteúdo atraente. “Vi melhoras em alunos que estavam em uma decrescente de notas. Eles passaram a se interessar mais, pois a matéria estava online e acessível, o que contribuiu com os estudos”, destaca o professor de geografia.

Ao deixar o impacto no desempenho escolar de lado, Manoel também lembra que o contato além das redes sociais será relevante para quando estiverem no mercado de trabalho. “Hoje, eles têm domínio da nuvem, onde podem anexar arquivos e compartilhar informações com todo o ecossistema do colégio.”

Próximos passos

A adoção dos recursos digitais vem ocorrendo desde 2017 em todas as unidades da ACSC. “Hoje, nem todas as escolas possuem o mesmo tipo de tecnologia embarcada, pois ainda estamos trabalhando com projetos pilotos”, revela Katia.

Para 2020, o objetivo é ampliar os recursos adotados. “Teremos novos espaços maker, salas multimídia e a ampliação da infraestrutura Wi-Fi em nossas escolas”, garante a profissional. Outro ponto importante é olhar para a tecnologia como uma linguagem fundamental para construir uma educação que ofereça aos alunos experiências que contribuam para as competências do futuro.

Fotos:

2019.12.10



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