Canonização de Santa Emilie de Villeneuve

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No dia 17 de maio, foi realizada na Basílica de São Pedro, em Roma, a cerimônia de canonização de Emilie de Villeneuve, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres, mais conhecidas como “Irmãs Azuis”, parceiras da ACSC no Hospital São Luiz e no Hospital Regional, ambos em Cáceres/MT. Com essa cerimônia, Emilie de Villeneuve passou a ser considerada santa para a Igreja Católica.

A data é importante pelo reconhecimento a toda obra realizada em vida por Emilie de Villeneuve e pelos frutos que ainda continua a produzir. Para nós, um modelo de vida dedicada a Deus e aos cuidados com os mais necessitados: “Em qualquer lugar onde as chamar a voz do pobre, as Irmãs responderão sem hesitar!” – Santa Emilie de Villeneuve.

Conheça um pouco mais sobre sua história: Jeanne Emilie de Villeneuve nasceu em Toulouse, no sul da França, em 1811. Cresceu em um lar fundado sobre valores morais e cristãos, sem ostentações, mas com disciplina e respeito. Teve sua infância e adolescência marcadas pela morte precoce de sua mãe e de sua irmã, o que foi forjando um caráter forte, discreto, de emoções sinceras, mas pouco dado a grandes manifestações sentimentais.

Em torno de seus 20 anos de idade, o desejo de cuidar dos pobres e de dedicar-se totalmente a Deus lhe inquietavam o coração. Esse desejo, a fé em Deus e a orientação que recebeu dos religiosos que a acompanhavam levaram-na a fundar uma congregação, junto com duas companheiras. Iniciaram com uma pequena obra educativa, acolhendo adolescentes e jovens, filhos da classe operária francesa. Nascia assim, em 1836, na cidade de Castres, França, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres, chamadas popularmente de “Irmãs Azuis” por causa da cor do hábito.

A austeridade e a preocupação social pelos menos favorecidos tornam-se os eixos principais da ação social e religiosa desta Congregação, que presta auxílio a jovens da classe social menos favorecida, operários, presos e doentes. Dois princípios se destacam: “Deus só” e “Servir aos pobres”.

O número de irmãs da Congregação aumenta e seu horizonte se amplia: da França ao Senegal, Gambia e Gabão, para onde vão as primeiras Irmãs Missionárias, em 1848. Atingida pela epidemia de cólera que assolou a França, Emilie morre em 1854, aos 43 anos de idade.

A obra de Emilie de Villeneuve continuou crescendo e chegou a vários outros países. Atualmente, a Congregação das “Irmãs Azuis” conta com escolas, hospitais e obras paroquiais e sociais na França, Senegal, Gambia, Gabão, Espanha, Itália, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Benin, República Democrática do Congo, Bolívia, Venezuela e Filipinas.

No Brasil, onde chegaram em 1904, as Irmãs Azuis começaram sua obra em Cuiabá (MT), cidade em que cuidaram de um asilo, um pensionato, um externato e um curso de trabalhos manuais, atendendo às necessidades das famílias mais pobres. Em 1907, chegaram a São Luis de Cáceres (MT) para morar numa casinha humilde que mais tarde se transformaria no Colégio Imaculada Conceição. Em 1936, iniciaram o trabalho no Hospital de Cáceres.

A partir daí, a missão das Irmãs Azuis foi crescendo no país e novas comunidades foram surgindo, fazendo com que hoje estejam presentes nos estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Piauí, São Paulo e Pernambuco.

2015.06.22



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