Bullying na escola: diálogo é a palavra-chave para evitar o problema

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Bullying. Um termo novo para uma prática antiga. Todos nós conhecemos alguém que sofreu durante a escola simplesmente por ser diferente, por ser muito alto ou muito baixo, muito magro ou muito gordo. Até mesmo por ser muito inteligente, algumas vezes, há discriminação. As Casas de Educação da Associação Congregação de Santa Catarina entendem que identificar o bullying nas escolas é um trabalho de muitas mãos e, por isso, procuram entender os sinais desse tipo de agressão, porque ele acontece e como interferir.

A gerente corporativa de Educação da ACSC, Silvia Barbosa, explica que bullying não é qualquer desentendimento ou briga entre os alunos. “É uma agressão intencional e recorrente, que pode ser de várias formas: física, verbal ou virtual. Ela é contínua, repetitiva e busca sempre a mesma vítima”, explica. Essas atividades são capazes de causar sérios danos às vítimas que podem desenvolver um comportamento agressivo ao extremo, a exemplo dos dois atiradores responsáveis pela tragédia em Suzano (SP) que, no dia 13 de março, vitimou cinco alunos, além de duas profissionais que trabalhavam na Escola Estadual Professor Raul Brasil. Além disso, podem trazer outros problemas de saúde, como a depressão e a ansiedade. “No ponto de vista da escola, as ações que incitam ódio nas crianças e adolescentes e que podem, posteriormente, serem agravadas, estão relacionadas ao não pertencimento”, explica a diretora educacional do Colégio Santa Catarina (SP), Edileine Lima Souza.

Os sinais que podem indicar a prática são perceptíveis a partir da mudança de comportamento do aluno. “Eles demonstram medo, ficam apáticos, apresentam queda no rendimento escolar, ficam retraídos, indicam repelência aos agressores e, muitas vezes, acabam faltando às aulas”, detalha Silvia Barbosa. “Esses e outros comportamentos devem ser observados por diferentes atuantes no contexto da vida do educando. Na escola, todos que têm contato com o aluno precisam estar atentos, como o professor em sala de aula e o coordenador/orientador pedagógicos, por exemplo. Os alunos devem ter canais de conversa com professores, para que sejam desenvolvidas ações preventivas”, complementa Edileine.

Para enfrentar com o problema, as Casas de educação da ACSC têm como base o diálogo, entendendo, também, que a educação da criança é um trabalho conjunto, uma parceria entre a família e a escola. “À família cabe o apoio emocional, o acompanhamento da vida escolar e uma postura de constante diálogo, que se traduz na escuta atenta e na orientação responsável sobre a forma de lidar com os conflitos do dia a dia. À escola cabe organizar ações que tratem o aluno promotor do bullying e da vítima que precisa ser fortalecida. Ambas as famílias são envolvidas e as normas de conduta são expostas e levadas à risca pelo Colégio”, explica Edileine. “Nós trabalhamos com construções colaborativas. Trazemos para conversa, propomos que os alunos falem uns com os outros, dando opiniões, discutindo e sugerindo”, contribui Silvia.

Na escola, o objetivo de todos é fazer com que os alunos entendam que a diversidade enriquece as relações e as aprendizagens. Em outros tempos, sempre houve a supervalorização das inteligências lógico-matemática e linguística. “Hoje, trabalhamos com metodologias que favorecem a participação, a colaboração e a valorização das diversas Inteligências e habilidades dos nossos alunos”, finaliza Silvia.

2019.04.23



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