Automedicação: prática perigosa é comum em mais de 90% da população

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A dor pode ser um empecilho para diversas atividades do cotidiano, como estudar ou trabalhar. É difícil manter o foco quando algo incômodo no organismo tira a todo o momento a nossa concentração. Para solucionar esse problema de forma rápida, muitas pessoas optam por um atalho que pode ser muito perigoso: a automedicação. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, mais de 90% dos brasileiros têm esse costume. Porém, essa prática que parece inofensiva, pode trazer muitos problemas. A supervisora de Farmácia da OS-Santa Catarina (SP), Juliana Vasconcellos, explica que os dados de intoxicação por medicamentos são um dos mais altos entre a população. “Elas podem ocorrer por várias situações: dosagens inadequadas, reações alérgicas, interação medicamentosa e diversos outros fatores”, diz.

Juliana acredita que a maioria das pessoas que se automedicam não têm a percepção real do seu problema de saúde e acabam se equivocando na hora de optar por um medicamento. “Alguns medicamentos podem não só deixar de resolver o problema, como podem agravar uma doença”, alerta. Um exemplo clássico é o uso de antimicrobianos, os famosos antibióticos, que hoje exigem a retenção da receita por meio das farmácias. “Se a pessoa utilizar de forma incorreta, ela pode criar uma resistência bacteriana. Ou seja, a bactéria se torna forte e resistente ao princípio ativo e, em algumas situações, pode ganhar até mais força e piorar a saúde do paciente”, esclarece.

É de extrema importância que todo o medicamento que necessite de apresentação ou retenção de prescrição seja, de fato, indicado por um profissional habilitado para tal. “Somente um profissional habilitado para fazer diagnóstico e a prescrição poderá indicar o melhor tratamento, qual a dosagem e período de tratamento para qualquer doença”, reforça.

Mas e quando o remédio não exige receita? Juliana explica que, nesses casos, antes de optar por um medicamento, é importante consultar o farmacêutico do local. “Pela legislação, toda farmácia deve contar com um farmacêutico, que é capacitado a oferecer informações sobre todos os medicamentos disponíveis e os isentos da prescrição. Ele é responsável por orientar o paciente quanto as indicações, riscos das medicações e, ainda, esclarecer que determinados sintomas podem ser indicativos de alguma doença mais grave e da importância, nestes casos, de ter um diagnóstico”, explica. O farmacêutico pode auxiliar com todos os ativos que se encontram na Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas Especificadas (GITE), entre eles, analgésicos e antitérmicos.

Na dúvida, sempre consulte um profissional de saúde habilitado. Evite a automedicação! Ao surgimento de qualquer mal-estar ou problema, sempre procure um médico.

Juliana Vasconcellos, supervisora de Farmácia da OS-Santa Catarina

2019.08.20



1 Comentário

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  1. Evandro Ribeiro disse:

    Parabéns pela matéria, nós aqui no CRI NORTE temos trabalhado muito com esse assunto, conscientizando o idoso sobre os problemas com relacionado com a automedicação.

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