Aulas especializadas do CSC-MG têm efeito positivo na cognição dos alunos do Ensino Infantil

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A Educação Infantil é considerada por muitos educadores uma das principais fases do desenvolvimento humano e, por isso, é nela que devem ser incentivadas novas experiências. Acreditando nessa premissa, o Colégio Santa Catarina de Juiz de Fora (MG) oferece a seus alunos do maternal, 1º e 2º períodos, uma vez por semana, três aulas especializadas, incorporadas na grade curricular: Música, Informática e Educação Física. Juntas, essas aulas ajudam muito na cognição, além de trabalhar a concentração e a questão motora.

A coordenadora pedagógica da Educação Infantil do CSC-MG, Joana Bomtempo, garante que as atividades extras de Informática, Esporte e Música são fundamentais no processo de formação da criança, pois “as aulas especializadas permitem uma pausa para relaxamento, promovem o desenvolvimento de habilidades, disciplinam o corpo e reorganizam as emoções. Os alunos podem extravasar a agitação, concentrando-se mais nas atividades que virão na sequência”.

Veja como é trabalhada cada uma das disciplinas e qual a metodologia empregada.

  • MÚSICA:

As aulas de música para crianças até os três anos de idade proporcionam, através de um processo lúdico, as possibilidades de conhecimento do folclore, de instrumentos variados, ritmos e timbres. Também trabalha a socialização, afetividade, coordenação motora, estimula a fala e a dicção. “A gente cria brincadeiras, coloca vários movimentos para introduzir o que é ritmo, o que é alto, o que é baixo, até a questão do silêncio, que também faz parte, e histórias. As crianças percebem que o som encanta, que o som é mágico e, aos poucos, elas vão se interessando pela descoberta de novos sons”, afirma a professora Janice Vallo.

Ela explica que, no Maternal, o trabalho se dá muito em torno de cantigas de roda do folclore nacional e, à medida que as crianças crescem, vão se interessando mais pela exploração dos sons, o que é forte, o que é leve e mais dificuldade vai sendo acrescentada às atividades. “A assimilação deles fica mais natural, porque eles vivenciam com a bandinha, com movimentos corporais ou na imitação de pergunta e resposta. As crianças tímidas começam a interagir mais, as imperativas ou hiperativas se concentram mais. São os dois lados que a gente procura controlar. Saber esperar, ouvir e fazer. Tudo isso é trabalhado”, complementa Janice.

A professora sempre incrementa a aula com o acompanhamento de um violão, teclado ou flauta doce, que ela mesma toca. E também costuma improvisar para os alunos instrumentos feitos a partir de material reciclado. “A música é uma vivência. É socialização, interação. Não é à toa o ditado que diz ‘quem canta seus males espanta’. A música é uma forma de expressão”, garante a professora.

  • EDUCAÇÃO FÍSICA:

A Educação Física infantil visa o movimento global da criança e a formação como um todo: o domínio do controle corporal; diferenciar cada parte do corpo através do movimento; a noção de espaço e tempo; resistência, flexibilidade e velocidade; e cooperar em atividades de grupo. De acordo com a professora Fernanda Menezes, tudo isso é trabalhado aos poucos e acontece naturalmente, à medida que as crianças vão interagindo com as atividades propostas. “A parte do encorajamento é diária. Às vezes, a criança tem receio por causa de um tombo que ela sofreu. Nós vamos motivando-a para que ela tenha confiança nela mesma e, a partir daí, ela seja capaz de fazer qualquer coisa”, ressalta.

A educadora física explica que os movimentos motores são os mesmos no Maternal, primeiro e segundo períodos. O que muda é o grau de dificuldade da atividade e o propósito. “Tem, por exemplo, uma brincadeira que eu faço com bolinhas. No Maternal, é pura e simplesmente brincadeira para desenvolver a coordenação motora e a noção espacial. Já com o primeiro período, a gente aproveita para ensinar a compartilhar mais e a saber perder e ganhar”, explica.

Fernanda também costuma fazer circuitos com as turmas da Educação Infantil, em que as crianças passam por vários obstáculos com bambolês, cordas, pneus e escada. O objetivo é desenvolver a psicomotricidade, o encorajamento, lateralidade, coordenação motora, percepção visual e espacial, equilíbrio. “Nessa atividade, a gente começa a introduzir o princípio do respeito ao outro, ensinando que não se pode rir do colega que não consegue fazer determinado movimento. A gente mostra que ninguém é bom em tudo e que, em algum momento, a gente também vai errar”, complementa Fernanda.

  • INFORMÁTICA:

O computador deve ser usado como um instrumento que auxilia na construção do conhecimento e, portanto, ser um recurso com o qual o aluno possa criar, pensar e manipular a informação. No sistema educacional brasileiro, a implantação de computadores nas escolas é mais comum a partir do início do Ensino Fundamental. No Colégio Santa Catarina, no entanto, esse processo se inicia já no Maternal. Segundo a professora responsável, Sônia Hansen, a inserção da Informática na Educação Infantil estimula a mente e a capacidade intelectual das crianças.

“Diferente do que os alunos pensam, as aulas de Informática não são só brincadeiras. Elas trazem atividades direcionadas para se trabalhar determinado tema, ou fazer uma atividade diferenciada, além de desenvolver habilidades como reconhecer e diferenciar formas, cores, posições, distâncias, sons, quantidades, comprimentos, montar quebra-cabeças, jogos de memória, ordenar fatos de uma história, despertar interesses por letras e números, além de desenvolver a capacidade de concentração.”, explica.

Com um mundo cada vez mais digital, Sônia defende que é preciso preparar as crianças, tornando o computador parte do ambiente natural delas, explorando todas as possibilidades que ele oferece. “Excluir a Informática da escola, é esquecer a importância da inovação no ensino. A disciplina é um instrumento pedagógico útil para enriquecer e melhorar o aprendizado, principalmente na Educação Infantil. Precisamos tomar consciência da necessidade de criar e inovar constantemente e começar isso desde cedo com as nossas crianças é de fundamental importância”, afirma a professora.

 

2017.06.09



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