Ansiedade: Brasil lidera índices da doença no cenário mundial

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O índice de pessoas com transtornos de ansiedade atingiu números preocupantes no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil lidera este cenário mundial: 9,3% da população manifesta sintomas de ansiedade. Segundo Marcos Vilaça, psicólogo clínico do Hospital Estadual Central (ES), a ansiedade consiste em respostas adaptativas e normais de todo o ser humano. “Ela foi importante no papel de sobrevivência da espécie, pois ajudou a enfrentar o perigo e a nos prepararmos para ameaças”, explica.

O problema começa quando ela começa a se transformar em frustração e depressão. “No ritmo em que vivemos atualmente, precisamos provar, a todo custo, que somos bons o suficiente. A sociedade vive para ser a melhor, para estar preparada o tempo todo. Acreditamos, por exemplo, que não basta ser um bom profissional, precisamos ser os melhores, tirar sempre 10 e falar várias línguas”, explica Marcos.

A parcela da sociedade que se encaixa no perfil de “jovens adultos” é a que mais sente os impactos da cobrança. “Muitos pais, por exemplo, acabam exigindo demais dos filhos devido à forma como a sociedade está organizada e, ao invés de ajudá-los, criam uma sensação de impotência, de não ser bom o suficiente”, comenta o psicólogo.

Essa competitividade é o principal gatilho para a presença de ansiedade patológica, aquela que traz o medo incapacitante. “Os sintomas mais comuns são inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, insônia, entre outros”, explica. A pessoa que sofre com essa condição, geralmente, tem medos irracionais e improváveis do que pode acontecer no futuro. “Ela superestima uma ameaça futura mesmo na ausência de sinais de que isso pode acontecer”, define Marcos. O fato mais preocupante sobre a ansiedade patológica é que, se não tratada da forma correta, ela pode agravar e prejudicar tanto a vida profissional, quanto pessoal.

O psicólogo recomenda que, assim que o primeiro sintoma for notado, é importante que a pessoa consulte um profissional habilitado. “É necessário que o paciente passe por uma avaliação clínica de um psicólogo e de um psiquiatra, para determinar se, em seu caso, o uso da medicação é recomendado”, esclarece. O remédio irá auxiliar com os sintomas da ansiedade, porém, o tratamento recomendado é combiná-lo com terapia. “A abordagem cognitiva-comportamental é a primeira escolha para o tratamento de ansiedade”, esclarece Marcos.

Dicas para controlar a ansiedade:

– Identificar o problema é o ponto mais importante: lembre-se de todos os outros problemas que você já teve e, com o tempo, se solucionaram;

– Controle a sua respiração: alguns dos sintomas das crises de ansiedade aparecem justamente por problemas nesse sentido. Preste atenção e tente respirar fundo;

– Emita pensamentos positivos: atraímos aquilo que vibramos. Por isso, quando os pensamentos pesados aparecerem, procure focar em algo que seja bom para você e traga sentimento de paz;

– Medite: a meditação ajuda a pensar de forma mais racional e a encarar os problemas sem julgamentos, dando para eles o tamanho que eles têm;

 – Ouça músicas relaxantes: alguns sons tem a capacidade de acalmar. Você pode, inclusive, combinar a música a sua meditação;

– Tenha hábitos saudáveis: alimentação saudável e prática de exercícios físicos são essenciais para a sua saúde mental.

– Se, mesmo seguindo essas dicas, não conseguir controlar a sua ansiedade, converse com um médico. Ele indicará o tratamento correto para o seu caso.

Fonte: Psicologia Viva

Marcos Vilaça, psicólogo clínico do HEC

2019.04.02



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