Alunos fazem apresentação de canto orfeônico em homenagem ao aniversário de Juiz de Fora

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Em homenagem ao aniversário de Juiz de Fora, que completou 167 anos em 31 de maio, crianças do 2º ano do Ensino Fundamental do Colégio Santa Catarina de Juiz de Fora (MG), sob a coordenação do professor de música Fábio Figueira, reuniram-se no Memorial da Pátria para um canto orfeônico. Juntos, os mais de 150 alunos cantaram o hino da cidade. A ideia partiu do próprio Fábio, que tem trabalhado com os alunos esta modalidade musical e resolveu aproveitar o gancho do aniversário de JF para fazer a apresentação.

“Com cada série, eu tenho um planejamento pedagógico diferente. Com o segundo ano, especificamente, nós trabalhamos hinos. E aproveito o mês de maio, quando Juiz de Fora faz aniversário, para ensaiar com eles o hino municipal. Eu quis reavivar a tradição do canto orfeônico para que os estudantes coloquem em prática o aprendizado musical da sala de aula. Já faz parte do meu plano pedagógico, no colégio, trabalhar com canções. Mas esta é a segunda vez que estou usando o canto orfeônico para que as turmas possam cantar juntas, afinadas e com ritmo. Ele torna prático o estudo musical, porque o instrumento acaba sendo a voz, e isso os alunos levam com eles para qualquer lugar. Eles chegam em casa e cantam, ensinam para os pais e irmãos, ou seja, é uma forma de resgatar uma antiga arte europeia, que contribui para outras áreas de conhecimento”, explica Fábio.

A educação musical já é realidade há anos no CSC. Todas as turmas da Educação Infantil, os alunos do 2º ao 5º anos do Fundamental I e os do 7º ano do Fundamental II têm aulas de música uma vez por semana. Além disso, o colégio tem a sua própria Escola de Música, que oferece aulas extracurriculares de violino, violão, guitarra, teclado, flauta doce, flauta transversa, musicalização infantil e musicalização para bebês, além dos corais e Cameratas, com turmas para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Saiba mais sobre o canto orfeônico

Segundo o professor Fábio, o canto orfeônico surgiu no século XIX, na França, em homenagem ao deus grego Orfeu. Tinha origem educacional e buscava reunir o maior número de estudantes para combater a alienação e facilitar a prática musical de ensino. “Eram, em sua maioria, cantos de enaltecimento à pátria, à ordem, e combatiam a indisciplina. Uma forma de favorecer a educação musical e o conhecimento também. Chegou-se a reunir 40 mil alunos em estádios de futebol”.

No Brasil, chegou na década de 1930, como forma de fazer a cultura europeia chegar até as pessoas menos favorecidas. “Nessa época, as pessoas não tinham contato com música e ninguém sabia tocar nada. Como o canto orfeônico era aplicado basicamente com crianças, as canções eram essencialmente infantis, folclóricas, de enaltecimento à pátria, à religião. Era um trabalho de educação, de mecanismo bastante didático, para promover um vocabulário menos vulgar, afinação e ritmo. Em suma, um jeitinho sutil de fazer a massa ter acesso à cultura erudita ocidental”, complementa o professor.

O nome ‘orfeônico’ foi inspirado no deus grego Orfeu, que encantava e amansava as feras com sua música. Tal como na lenda, os educadores do século XIX queriam “amansar” o povo por meio do canto. Consideravam que as classes populares ameaçavam a ordem social e que deveriam ser conduzidas de seu suposto estado de “selvageria” para a “civilização”.

2017.06.09



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