Alunos do CSC-MG se aventuram em subida ao Pico da Bandeira

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Adrenalina, aventura, desafio e diversão. Com esse espírito, os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Catarina de Juiz de Fora (MG) participaram de uma excursão à Serra do Caparaó, nos dias 2, 3 e 4 de junho. Acompanhado por professores e coordenadores, o grupo de 109 adolescentes encarou quase três mil metros de altitude até o topo da terceira montanha mais alta do país: o Pico da Bandeira. Uma caminhada que exigiu fôlego e coragem de quem se aventurou. Mas apesar do esforço, da baixa temperatura e do cansaço, o que ficou de saldo na bagagem foram boas histórias para contar.

A excursão ao Pico da Bandeira é esperada com ansiedade pelos alunos, pois a maioria deles estuda no CSC-MG desde pequeno. Ela marca o encerramento de um ciclo. A maioria dos jovens partem de Juiz de Fora com ideias preconcebidas a respeito da escalada, baseadas em histórias de ex-alunos que já passaram pela experiência e, com isso, esperam encontrar mais dificuldades no caminho. Na hora, o primeiro impulso é desistir, mas quem consegue se superar afirma que o esforço é recompensado pela beleza da paisagem e pelo indescritível sentimento de ter alcançado algo extraordinário.

Analisando a aventura, os estudantes chegaram à conclusão de que a escalada ao topo do Pico da Bandeira é uma metáfora da vida. Você chega ao topo, vê o passado lá embaixo (a Educação Infantil, o Ensino Fundamental, todos os professores) e percebe ter chegado ao terceiro ano, prestes a embarcar em outra locomotiva, a do Ensino Superior. Cada passo dado na subida é uma etapa superada na escola. E, lá em cima, está o vestibular.

Leia, abaixo, alguns depoimentos de alunos que viveram essa experiência:

Laís Ribeiro: “Todo mundo falou que era muito difícil e realmente é. Mas, quando você chega lá em cima, a sensação é muito boa. A vista é maravilhosa. Eu fui uma das últimas a chegar lá no topo, porque realmente não estava aguentando. Mas valeu a superação. E o bacana é que todo mundo se ajudou. Gente com quem às vezes você nem conversava, te dava comida, água, te estendia a mão, te animava com palavras de incentivo. Muito legal isso. A gente espera essa excursão desde o maternal e não é à toa, porque é uma aventura incrível.

Igor Jacomedes: “Eu curti tanto que agora estou com vontade de subir o Pico das Agulhas Negras e outros pontos altos do país. Você só percebe a dificuldade, de fato, quando chega lá, quando vê as pessoas desistindo. Dá até para fazer uma analogia com o Pism (Programa de Ingresso Seletivo Misto), que você faz em três anos. O pico também requer subir aos poucos, em etapas. Não dá para querer pular uma fase e chegar logo no topo. É preciso respeitar seu tempo, parar para recarregar as energias, estar preparado, saber o que você vai enfrentar. A ajuda dos amigos também é fundamental. É preciso foco, disciplina. Porque quem não se prepara fisicamente não consegue mesmo chegar até o topo. É a mesma coisa no Pism. Se você não fizer a sua parte, não estudar, não consegue. Vai se arrastar e vai ser muito mais desgastante”.

Nykolas Catalão: “Eu entrei no Colégio na sétima série e também sempre escutei muito sobre a viagem ao Pico. Estava muito ansioso para chegar lá. Eu esperava mais frio, esperava que fosse mais cansativo, e não foi tão difícil quanto eu imaginava. É preciso esforço, sim, mas é muito bom chegar lá em cima. A maior lição dessa viagem é mostrar que, apesar das dificuldades, nós somos capazes, não podemos desistir diante de qualquer obstáculo”.

Laís Amaral: “Estudo aqui desde o maternal e cresci sonhando com essa excursão. Eu imaginava que era coisa de outro mundo, que seria muito mais difícil. É difícil, mas é possível. Uma experiência única. Saí de lá com o pé machucado, os joelhos doendo, mas tudo valeu a pena. Vou levar essa lembrança para o resto da vida. Na hora de descer, os rapazes, que têm mais facilidade por serem mais fortes, ficaram ajudando as meninas. Existiu uma solidariedade fora de série”.

Mateus Virtuoso: “A viagem fortalece e cria outros vínculos. A nossa turma do terceiro ano sempre foi muito separada, com diversos grupos. E a viagem serviu para unir a galera. Bate aquela sensação de que se fosse sozinho não daria vontade de subir, mas em grupo valeu muito a pena. Depois que todo mundo chegou lá embaixo e descansou, o assunto era um só: a subida, muita troca de fotos. Uma sensação única”.

Érica Clemente: “Ouvi falar que a subida era longa e difícil. Realmente é longa, mas difícil eu não achei, porque tenho o costume de fazer atividade física com regularidade. Mas é preciso ter determinação e ânimo. Estar entre amigos dá muita animação. O clima é de amizade, de carinho, de brincadeira. Fica uma coisa leve. Durante a caminhada, você faz amizades, conversa com pessoas com quem você não tinha conversado antes. Foi muito bom”.

Pico da Bandeira

O Pico da Bandeira é o terceiro ponto mais alto do país, atrás apenas dos picos da Neblina e 31 de Março, ambos no estado do Amazonas. O da Bandeira está localizado do Parque Nacional do Caparaó, na Serra do Caparaó, divisa de Minas com o Espírito Santo. Apesar dos 2.891 metros de altitude, é a mais acessível das grandes montanhas brasileiras, em função das trilhas muito bem sinalizadas. Foi batizada com este nome porque, em 1859, Dom Pedro II determinou que cravassem uma bandeira do império no local, que, na época, era tido como o mais alto do Brasil. É um dos pontos mais frios da região Sudeste, onde as temperaturas podem chegar a -10ºC.

Para economizar energia, a primeira parte do percurso, com cerca de um quilômetro do hotel até a Tronqueira, é feita por jipes. A partir daí, no entanto, só dá para subir a pé ou de burro. A segunda parte conta com 3,7 km de caminhada até o que se chama de Terreirão, o ponto limite até onde os burrinhos vão. A partir do Terreirão são mais 3,2 km de subida por trilhas bastante íngremes. Todo o caminho é marcado por setas amarelas pintadas nas pedras, a fim de orientar os aventureiros.

2017.06.12



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